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Adriana de Barros

"Tem que ter muito carinho", diz Rael sobre show com clássicos de Vinicius

Rogério Marques/Futura Press/Folhapress
Rael faz releituras de clássicos de Vinicius de Moraes em show na Casa Natura neste sábado (21) Imagem: Rogério Marques/Futura Press/Folhapress
Adriana de Barros

Adriana trabalha no UOL desde 2000, passou pelas rádios Mix FM, 97Rock e pela gravadora Sony Music.

21/07/2018 00h02

Desde o ano passado, Rael intercala suas apresentações de músicas autorais com o espetáculo "Rael canta Vinicius de Moraes", em que faz releitura da obra do poeta (1913-1980).

Neste sábado (21), acompanhado de Felipe da Costa (percussão e bateria) e Julio Fejuca (violão e baixo), o rapper sobe ao palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, para um show intimista.

O repertório traz sucessos da carreira de Vinicius, canções que Rael cresceu escutando, como "Tarde em Itapoã”, “Canto de Ossanha”, “O Morro Não Tem Vez”, “A Felicidade”, “Berimbau” e “Canto de Iemanjá”.

Na conversa abaixo, o músico conta como a obra de um dos nomes mais importantes da MPB passou a fazer parte de sua história, quais outros artistas que gostaria de interpretar e seu maior desafio ao interpretar as canções.

Adriana: Já ouvi muita história de artistas que tiveram contato com ícones da MPB pelos pais. Foi assim seu primeiro contato com a arte de Vinicius?
Rael:
Foi na infância. Meu pai é músico, toca chorinho e acordeon. Cantava músicas de Jackson de Pandeiro, Vinicius, Pixinguinha. O contato que tive profissionalmente foi em 2006, quando fui convidado pelo Criolo para um programa homenageando Vinicius. Aí foi meu contato mais próximo em cantar e colocar versos.

Qual lembrança das suas músicas de infância?
As músicas da minha infância foram Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Clara Nunes. Do Vinicius, a primeira música que ouvi foi "A Casa". As professoras colocavam pra gente ouvir e lembro muito de "A Casa"

Qual o principal desafio ao cantar o repertório de Vinicius?
É o fato de que o Vinícius é um ícone da música brasileira e tem muitos fãs. Você mexer na obra de alguém assim tem que ter muito carinho, tem que ter muito cuidado pra não tirar a essência do que está ali. É não tirar a essência e energia que está dentro da música, mesmo dando uma outra roupagem. Pra mim, é como fazer um filme biográfico de alguém. Às vezes pode ser alguma coisa fenomenal, mas às vezes pode decepcionar. A gente faz com receio, mas com carinho muito grande. Acho que isso foi a alma desse projeto, estar rodando e ser muito bem recebido.

Outros artistas do rap tem enveredado pela MPB, bossa nova, samba e outras vertentes da música brasileira. De onde surge essa necessidade?
Acho que é o fato de estarmos no mesmo país, cheio de cultura, de sotaques e diversidade musical. Acho que isso faz a gente flertar com esses outros gêneros. Admiração pela música brasileira. Respeito pelo que foi construído ao longo dos anos por essas pessoas. Isso é o fato que nos faz dialogar e querer estar próximo. Admiração mesmo.

Há outras obras que você gostaria de fazer releitura?
Tem vários que admiro. Djavan, Jorge Ben Jor, Cassiano, Tim Maia. Tem muita música boa. Temos isso de sobra. Tem vários artistas que tenho carinho, que ouço e que dá vontade de fazer isso.

Serviço
Rael canta Vinicius de Moraes
Quando: 21 de julho - sábado, às 22h
Onde: Casa Natura Musical - Rua Artur de Azevedo, 2134 - Pinheiros/SP
Inf: www.casanaturamusical.com.br

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