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Aline Diniz


Aline Diniz

5 séries incríveis que ninguém deu muita bola

Aline Diniz

Aline Diniz é jornalista de formação, especialista em séries de TV, apresentadora, roteirista e produtora focada em entretenimento e cultura pop. Depois de nove anos no site Omelete, onde foi estagiária, repórter, editora, gerente e muito mais, hoje é apresentadora da TNT e criadora de seu próprio conteúdo em várias plataformas, incluindo aqui no UOL!

Colunista do UOL

01/04/2020 04h00

Todo mundo sempre indica as mesmas coisas o tempo todo, essa é a minha tentativa de te indicar alguma coisa que você provavelmente não viu:

The Leftovers - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"The Leftovers"

(HBO Go)

Uma das minhas séries favoritas, disparado. "The Leftovers" é baseada na adaptação do livro "Os Deixados Para Trás", de Tom Perrotta —mas na realidade só a primeira temporada se baseia no livro. Adaptada para a TV pelo próprio Perrotta em parceria com Damon Lindelof (conhecido por "Lost", mas que aqui conseguiu se redimir com os fãs que não gostaram do final da série), "The Leftovers" fala sobre um evento que ficou conhecido como 'a partida repentina', onde 2% da população mundial simplesmente desapareceu.

A série acompanha principalmente Kevin (Justin Theroux), Nora (Carrie Coon) e Matt (Christopher Eccleston) e suas famílias: na de Kevin, ninguém partiu; na de Nora, todos partiram, menos seu irmão Matt. Enquanto a primeira temporada foca bastante no desaparecimento em si e como as pessoas estão lidando com isso, a segunda e a terceira focam bem mais nos três personagens principais. A terceira temporada é uma das melhores coisas que já vi na televisão e o final da série é espetacular, arrepio só de lembrar. Vale muito a pena assistir.

Luther - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"Luther"

(Globoplay)

Estrelada por Idris Elba, "Luther" acompanha o detetive John Luther, daqueles homens difíceis e geniais, um dos melhores no seu campo de investigação: assassinatos. Foi uma das primeiras coisas que assisti com Idris Elba no elenco e foi paixão instantânea. Além disso, foi também o papel que praticamente lançou Ruth Wilson, que interpreta a psicopata Alice Morgan --paixão instantânea também.
Extremamente bem produzida, bons diálogos e bem curtinha, a série toda tem somente 20 episódios (ingleses são bem econômicos) vale a pena assistir. Pena que o Globoplay tem somente as quatro primeiras temporadas no catálogo, mas vale apontar que foi uma série produzida aos trancos: as duas primeiras temporadas são de 2010 e 2011, respectivamente. A terceira veio somente em 2013, a quarta é de 2015 e a quinta foi lançada em 2019.

The Knick - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"The Knick"

(HBO Go)

De novo, uma das minhas séries favoritas da vida. Duas temporadas, dez episódios cada, só qualidade. "The Knick" se passa na virada do século XX e acompanha o dia a dia do Knickerbocker, hospital que realmente existiu em Nova York, mas foca primariamente no Dr. Thackery (Clive Owen), o cirurgião-chefe do hospital que é viciado em drogas —numa época em que cocaína era usada como anestésico. A série mostra inúmeros procedimentos em suas formas mais rudimentares, desde uma cesárea até uma cirurgia de enxerto para uma paciente com sífilis. As cirurgias são extremamente realistas e os atores usam réplicas de instrumentos da época.

Além de toda a parte médica, "The Knick" também fala muito sobre o racismo da época, introduzindo o Dr. Algernon Edwards (André Holland), um médico negro que chega para trabalhar no hospital e é imediatamente rechaçado por todos; e sobre machismo, mostrando o caso de Eleanor Gallinger (Maya Kazan), esposa de um dos cirurgiões do hospital que sofre de depressão pós-parto, mas é internada num hospital psiquiátrico e acaba recebendo todo tipo de procedimento digno de tortura.

Dirigida por Steven Soderbergh, "The Knick" foi quase que completamente filmada em locação nas ruas de Nova York e tem um excelente trabalho não só de posicionamento de câmera, mas também de ambientação de época. Além disso, tem uma trilha sonora completamente anacrônica que se encaixa perfeitamente com o senso de futurismo e inovação da medicina —além de ser excelente música para concentração.

The Comeback - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"The Comeback"

(HBO Go)

Uma das primeiras coisas de Lisa Kudrow no pós-"Friends", "The Comeback" teve baixíssima audiência, mas que série boa. Kudrow vive Valerie Cherish, uma atriz das antigas que está tentando fazer seu 'comeback' do título e retornar às telas de Hollywood. Se você já viu "The Office" britânico e acha que morreu de vergonha alheia, acredite, "The Comeback" é mil vezes pior.

A série tem duas temporadas, uma de 2005, com 13 episódios, outra, de 2014, com oito episódios. Sim, ela foi cancelada e voltou nove anos depois —merecidíssimo, diga-se. O formato é tipo 'found footage', ou falso documentário, e acompanha uma tentativa de reality show de Valerie documentando sua volta aos holofotes, mas é tudo um show de horrores de tanta vergonha alheia.

The Good Fight - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

"The Good Fight"

(Amazon Prime Video)

Uma daquelas gemas perdidas. Talvez por ser continuação de uma série de sete temporadas? Talvez, mas "The Good Fight" merece uma chance pra te provar que é uma das melhores séries da atualidade. Super atual e politizada, trata de temas como racismo e machismo com uma naturalidade incrível, sem nunca ser panfletária demais. Além disso, aprendeu com os (poucos) erros da série mãe e chega mais forte do que nunca na liberdade do streaming. Vale a pena ver.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

Aline Diniz