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Filmes e séries


Coloque as maratonas em dia: As melhores séries de 2019 até agora

Beatriz Amendola e Caio Coletti*

Do UOL, em São Paulo

30/06/2019 04h00

O ano de 2019 acabou de chegar à metade, mas já muitas séries já foram lançadas. Entre dramas e comédias, novas temporadas e estreias, o que não faltou foi episódio para ver. E para te ajudar a escolher o que maratonar no meio de tanta opção, o UOL selecionou as melhores séries do ano até agora.

Chernobyl

Cena da minissérie Chernobyl - Reprodução
Cena da minissérie Chernobyl
Imagem: Reprodução

A minissérie da HBO é uma das grandes obras-primas não só do ano, mas talvez da década. Em cinco episódios impactantes, ela reconstrói a história da tragédia da usina nuclear de Chernobyl, que viu um de seus reatores explodir em 1986. O acidente deixou marcas profundas que perduram até hoje, e a produção retrata de forma precisa não só as circunstâncias que levaram a ele, mas também as agruras dos sobreviventes. É uma minissérie que não foge aos horrores de seu tema central, e que os usa para fazer uma reflexão atualíssima sobre verdade e poder.

Onde ver: Disponível no HBO Go.

Sob Pressão

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo

A melhor série nacional de 2019 está na grade TV aberta. Inspirada no longa homônimo, Sob Pressão fisga pela dramaturgia ousada, pela excelência da direção e pela atuação impecável dos protagonistas Júlio Andrade (o cirurgião-chefe Evandro Moreira) e Marjorie Estiano (a cirurgiã vascular Carolina Alencar). A produção narra o tenso cotidiano da emergência de um hospital público do subúrbio do Rio. Outro ponto a justificar a inclusão nesta lista: a série prima pela relevância. No dia em que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu criminalizar a homofobia e equiparar a prática de preconceito contra a comunidade LGBTQ+ ao crime de racismo, por exemplo, foi exibido um intenso beijo entre os personagens Décio (Bruno Garcia) e Kleber (Kelner Macêdo).

Onde assistir: Disponível na Globo e no GloboPlay.

Olhos que Condenam

Divulgação
Imagem: Divulgação

Olhos que Condenam se destaca, entre as muitas séries sobre crimes reais invadindo a TV nos últimos anos, pela sensibilidade que emprega ao contar a história de cinco garotos (Kevin, Anton, Yusef, Korey e Raymond) que foram injustamente condenados pelo estupro de uma mulher no Central Park, em Nova York, em 1989. A roteirista e diretora Ava DuVernay comanda quatro episódios tão precisos em seu retrato dos fatos quanto cuidadosos na elaboração da rica vida emocional de cada um dos envolvidos. Olhos que Condenam sabe da importância de sua história, que aborda preconceito policial, encarceramento em massa, a influência da imprensa nos procedimentos da justiça e a desigualdade racial emaranhada em nossas instituições. Sabe também, no entanto, que essa história foi vivida por seres humanos, e faz com que sintamos na pele suas falhas, suas vulnerabilidades, sua angústia. O resultado, perfeitamente encapsulado na performance inesquecível de Jharrel Jerome como Korey, é extraordinariamente poderoso.

Onde assistir: Disponível na Netflix.

Boneca Russa

Divulgação/Netflix
Imagem: Divulgação/Netflix

A irresistível comédia da Netflix, criada e protagonizada por Natasha Lyonne (Orange Is the New Black), gira em torno de Nadia, uma mulher presa em um loop sem fim: no dia de seu aniversário, ela morre e inevitavelmente reaparece no banheiro da festa. A premissa engraçadinha à la Feitiço do Tempo é o ponto de partida para um texto sensível e profundo - mas ainda divertido - sobre o poder que os traumas exercem sobre nós. É imperdível - e a série já foi renovada para uma segunda temporada.

Onde ver: Disponível na Netflix.

Gentleman Jack

Divulgação/IMDb
Imagem: Divulgação/IMDb

Gentleman Jack é uma história sobre quebra de convenções. Na série, Suranne Jones interpreta Anne Lister, figura real que viveu na Inglaterra do século 19 e desafiou as normas de sua época ao tomar as rédeas dos negócios de sua família e viver abertamente com outra mulher, Ann Walker (Sophie Rundle). A primeira temporada nos mostra o caminho árduo até essa independência, costurando desafios institucionais e econômicos enfrentados por Anne com um retrato doloroso, mas nunca gratuito, do caos emocional que uma vida de rejeição pode causar em alguém. Gentleman Jack nos apresenta sua personagem principal como uma mulher por vezes cativante, temível, engraçada, corajosa, sensível -- ou tudo isso ao mesmo tempo.

Onde assistir: Disponível no HBO Go.

Sex Education

Divulgação
Imagem: Divulgação

A comédia britânica é sobre adolescentes, mas não se engane: ela não é só para adolescentes. Centrado em Otis (Asa Butterfield), garoto sexualmente reprimido que é filho de uma terapeuta sexual (a ótima Gillian Anderson) e começa a aconselhar seus colegas de escola, o texto afiado e honestíssimo de Laurie Nunn fala sobre sexo e relacionamentos de uma forma leve e real, com a qual pessoas de qualquer idade podem se identificar. É uma história tradicional sobre amadurecimento, mas apresentada de uma maneira refrescante e inclusiva, que dá espaço a questões LGBT e à sexualidade feminina.

Onde ver: Disponível na Netflix.

Billions

Reprodução/YouTube
Imagem: Reprodução/YouTube

Billions é como um bom vinho: fica melhor a cada temporada. A série da Showtime, lançada no Brasil pela Netflix, surge mais afiada do que nunca em seu quarto ano, empurrando os três personagens centrais (Chuck, Axe e Wendy), além de um time invejável de coadjuvantes carismáticos, para territórios inexplorados. Enquanto Chuck (Paul Giamatti) se vê por baixo, encarando uma escalada árdua de volta ao poder, Wendy (Maggie Siff) testa os limites de sua moralidade e de seu comprometimento com o sucesso a todo custo pregado por Axe (Damian Lewis), que por sua vez enfrenta algo inesperado: um romance. E esse novo amor do bilionário vem com seus próprios dilemas intelectuais e emocionais, tratados de forma direta e adulta pelo roteiro.

Onde assistir: Disponível na Netflix.

The Act

Brownie Harris/Hulu
Imagem: Brownie Harris/Hulu

A série é baseada em uma história real de arrepiar: Dee Dee Blanchard tratava a filha Gypsy como portadora de diversos problemas de saúde e a submeteu a anos de tratamentos invasivos e cirurgias. A garota, porém, era saudável - e assassinou a mãe para se vingar. Patricia Arquette (irreconhecível) e Joey King são a alma da produção, incríveis em seus papéis de mãe e filha. The Act é uma série tensa, que se torna um exame profundo das personalidades de suas protagonistas sem derrapar no sensacionalismo de sua história.

Onde ver: Nos EUA, foi ao ar pelo serviço de streaming Hulu.

Vida

Divulgação/IMDb
Imagem: Divulgação/IMDb

Vida conta uma história poderosa, com personagens bem delineados, em capítulos de pouco mais de 30 minutos. O resultado é uma série intensa, que constantemente brinca com as nossas expectativas e encontra espaço para ousar em seu retrato sensual e preciso da comunidade LGBTQ+ latina de Los Angeles (EUA). Nessa segunda temporada, as irmãs Emma e Lyn (Mishel Prada e Melissa Barrera, ambas ótimas), que herdaram um bar caindo aos pedaços e muitas intrigas de família de sua mãe, Vidalia, começam a encontrar o seu caminho como parceiras de negócios, enquanto precisam lidar com suas personalidades conflitantes e problemas amorosos. Vibrante tanto no visual quanto na narrativa, Vida só se mostrou melhor, mais focada e mais afiada em seu segundo ano.

Onde assistir: Nos EUA, foi ao ar pelo canal Starz e seu serviço de streaming.

Fleabag

Divulgação
Imagem: Divulgação

Nome por trás de Killing Eve, outra série de alto nível, Phoebe Waller-Bridge cria e protagoniza essa comédia britânica que voltou ainda melhor em sua segunda temporada. São seis episódios curtos, mas hilários, que tocam com sensibilidade em temas tabus como menopausa e luto. Andrew Scott (o Moriarty de Sherlock) se prova uma adição valiosa à produção como um "padre gato", com uma química invejável com Waller-Bridge.

Onde ver: Disponível no Amazon Prime Video.

PEN15

Divulgação/IMDb
Imagem: Divulgação/IMDb

Na série, as também criadoras Anna Konkle e Maya Erskine, ambas na casa dos 30 anos de idade, interpretam versões de si mesmas na pré-adolescência. Ao redor delas, o elenco é composto por atores mirins de verdade, o que só faz aumentar o choque causado pela imagem dessas duas mulheres adultas caminhando pelos corredores de uma escola de ensino fundamental. Ainda mais surpreendente que a ideia que gerou PEN15, no entanto, é a facilidade com que ela ultrapassa o seu próprio absurdo para se tornar uma das comédias mais autênticas, envolventes, corajosas e inteligentes do ano. Na maior parte do tempo, na verdade, o espectador se esquece que Erskine e Konkle são adultas interpretando crianças, graças às performances sentidas de ambas, e à forma como PEN15 acerta suas abordagens de temas (alguns deles, espinhosos) como sexualidade, identidade racial, amizade feminina e divórcio. É a surpresa mais positiva do ano.

Onde assistir: Nos EUA, foi ao ar pelo serviço de streaming Hulu.

Menções honrosas

Barry (HBO), The Umbrella Academy (Netflix), True Detective (HBO), Desventuras em Série (Netflix), Tuca & Bertie (Netflix).

* Colaboração: Leonardo Rodrigues

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