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"Umbrella Academy": Gerard Way diz que diversidade da série melhorou história da HQ

HQ de Gerard Way e Gabriel Bá virou série - Divulgação
HQ de Gerard Way e Gabriel Bá virou série
Imagem: Divulgação

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

18/02/2019 04h00

Foram necessários 12 anos para que "The Umbrella Academy", a cultuada HQ criada pelo músico Gerard Way e pelo brasileiro Gabriel Bá, deixasse as páginas para chegar às telas da Netflix. A adaptação da estranha (e divertida) história sobre uma família disfuncional de super-heróis veio em uma série superestilizada que estreou na última sexta-feira, sob a bênção dos criadores.

Way, vocalista do My Chemical Romance, e Bá, conhecido também por seu trabalho nas HQs "Daytripper" e "10 Pãezinhos" (ambas em parceria com o irmão Fábio Moon), atuaram como produtores executivos da série e acompanharam de perto a adaptação - mas deixaram a equipe à vontade para mudar o que fosse necessário.

"Nós estávamos abertos a mudanças, ficaríamos felizes em manter a essência da história", diz ao UOL o músico e escritor. "Steven Blackman, o showrunner, e Jeremy Slater, que escreveu o piloto, foram muito fiéis a isso, e ficamos contentes com o resultado".

Uma das mudanças aprovadas com entusiasmo por Way foi a diversidade do elenco, que caiu como uma luva para contar a história dos protagonistas: crianças especiais adotadas de vários cantos do mundo pelo excêntrico bilionário Reginald Hargreeves e transformadas em uma super-equipe, a Umbrella Academy.

Entre os sete irmãos, há uma negra (Allison), um latino (Diego) e um asiático (Ben). "Uma das grandes melhorias em relação ao original é o quão diversa a série é", avalia Way. "É uma das coisas que mais tenho orgulho. Deixa a história melhor. E funciona, porque todos são adotados. Hargreeves os encontrou em vários lugares do mundo. Acho maravilhoso".

Veja o trailer da série "The Umbrella Academy", da Netflix

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Gabriel Bá elege o aspecto artístico como o mais difícil de transpor para as telas. "É uma história em quadrinhos, é muito gráfica. Eles tomaram decisões muito inteligentes e interessantes que seguiram caminhos diferentes, mas funcionaram para uma série de TV live-action", diz ele, que espera que a produção da Netflix leve novos leitores ao universo das HQs: "Muitas pessoas começaram a ler quadrinhos por causa de 'Umbrella Academy', e acho que a série fará um bom trabalho de expandir isso".

Uma série de heróis diferente

Quando "The Umbrella Academy" começa, seus protagonistas já não são uma família há muito tempo - mas são obrigados a se reunir após a morte do pai adotivo.

"The Umbrella Academy": Netflix divulga primeiras imagens oficiais da série - Divulgação - Divulgação
Família disfuncional torna "The Umbrella Academy" uma série de heróis diferente
Imagem: Divulgação

À exceção de Vanya (Ellen Page), uma violinista, todos têm superpoderes: Luther (Tom Hopper), o líder do grupo, é extremamente forte; Diego (David Castañeda) é habilidoso com facas; Allison (Emmy Raver-Lampman) consegue influenciar pessoas; Klaus (Robert Sheehan) fala com os mortos; e Cinco (Aindan Gillen), um homem de quase 60 anos preso em um corpo de menino, consegue viajar no tempo e no espaço.

Reunidos, eles precisam descobrir uma forma de conter o iminente fim do mundo e escapar de uma dupla de assassinos mascarados, Hazel (Cameron Britton) e Cha-Cha (Mary J. Blige). O principal desafio do time, entretanto, é conseguir lidar com anos e anos de ressentimentos e assuntos familiares mal resolvidos.

"É uma série muito diferente das outras séries de super-heróis, temos que andar a cada seção", diz David Castañeda. "Às vezes, trabalhando na série, você lia o roteiro e pensava 'isso é muito diferente', mas nós abraçamos cada mundança de tom. Ficou ótimo, e acho que é isso o que mais gostamos na série".

Para os atores, a dinâmica familiar deu certo na tela por causa da parceria que eles desenvolveram no set de filmagens. "Adoro que parece que estamos nos divertindo em cena, porque estávamos nos divertindo genuinamente", conta Emmy. "Algumas das minhas cenas favoritas eram os encontros de família, com todos nós em uma sala. Eram de oito a 12 horas gravando, nós arruinamos muitas tomadas rindo e brincando um com o outro. A dinâmica familiar foi muito, muito real".

A química de família veio, segundo Tom Hopper, desde o começo, quando o elenco começou a ensaiar para as gravações. "Sentamos lá e começamos a falar sobre a nossa história com irmãos, como as coisas eram difíceis. Ter essa essência foi brilhante para as cenas em família, nós nos entendemos muito melhor".