PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Aline Diniz


O maravilhoso mundo das coletivas de imprensa online

Elenco de "Homens?" - Divulgação
Elenco de "Homens?" Imagem: Divulgação
Aline Diniz

Aline Diniz é jornalista de formação, especialista em séries de TV, apresentadora, roteirista e produtora focada em entretenimento e cultura pop. Depois de nove anos no site Omelete, onde foi estagiária, repórter, editora, gerente e muito mais, hoje é apresentadora da TNT e criadora de seu próprio conteúdo em várias plataformas, incluindo aqui no UOL!

Colunista do UOL

09/04/2020 04h00

Participei ontem da minha primeira coletiva de imprensa digital. Devido ao isolamento social causado pelo coronavírus, a coletiva da segunda temporada de "Homens?" foi totalmente digital e uma experiência completamente nova para todas as mais de 50 pessoas presentes na videoconferência. Além de inúmeros jornalistas, participaram também pessoas do elenco, diretores, entre outros. Foi tudo extremamente organizado, funcional e a pauta certeira no assunto —além, é claro, de ter sido grátis. Sinto que esse pode ser o futuro das coletivas de imprensa.

Eventos como esse geralmente custam caro para quem quer que esteja promovendo um produto, envolvendo logística de ponta, desde a locação de uma sala, geralmente num hotel cinco estrelas, passando pelas passagens de quem vai participar e não mora na cidade (isso desde elenco e equipe até mesmo jornalistas), indo até o serviço de buffet, locação de cadeiras, equipamento de som, etc. Resumindo: montar uma coletiva de imprensa custa caro.

Apesar de existir um certo glamour na aproximação de jornalistas e talentos e no social feito entre todos os participantes nos momentos que antecedem o evento, a interação humana pode atrapalhar um pouco o andamento da entrevista coletiva. Às vezes pessoas falam umas por cima das outras, jornalistas fazem perguntas constrangedoras, atrasos por trânsito, deslocamento... são inúmeras variáveis.

Divulgação
Imagem: Divulgação

A videoconferência já cortou por raiz algumas dessas variáveis, incluindo todos os custos para o estúdio. Cada um estava presente de sua própria casa, com sua própria conexão de internet e computador ou celular. Claro, uma nova problemática surge que a conexão de rede, que vira e mexe dá uma travada, mas fora isso tudo seguiu de acordo com o planejado —com a exceção do atraso Rafael Portugal, que não prejudicou em absolutamente nada o andamento do evento.

Fábio Porchat conduziu a coletiva, lendo as perguntas que os jornalistas enviaram à assessoria de antemão e passando a palavra para quem deveria responder. Foi uma conversa gostosa de ouvir, sem interrupções, e eu estava em casa, de toalha no cabelo, tomando meu café.

Não me surpreenderia os estúdios manterem essa estrutura mesmo quando passarmos dessa fase do isolamento social. Funciona para todos os envolvidos, cumpre a sua função e, novamente, é grátis. Aplaudo a iniciativa da ViacomCBS, Amazon Prime Video, Porta dos Fundos, Comedy Central e de todos os outros envolvidos no evento digital, vocês podem ter criado uma nova solução para um problema que ninguém nem sabia que tinha.

Aline Diniz