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Público da Bienal faz "beijaço" contra apreensão de livros LGBT+

Lola Ferreira

Colaboração para UOL

07/09/2019 20h36

Por volta das 19h deste sábado (7), parte do público LGBT+ presente na Bienal do Livro do Rio promoveu um "beijaço" durante uma das atrações do evento, a mesa "Literatura arco-íris". O protesto ocorre na esteira da cruzada contra a literatura LGBT, que teve início ainda na quinta-feira (5).

Na data, o prefeito Marcelo Crivella foi às redes sociais avisar que iria pedir o recolhimento da obra "Vingadores: A Cruzada das Crianças" por conter um beijo gay. Segundo ele, a ação foi para "proteger as crianças".

Apesar da movimentação nas redes sociais ter sido alta, com a hashtag "Censura na Bienal" no topo das discussões do Twitter, a adesão ao ato foi baixa. Marcado para um horário já de baixo movimento, os poucos beijos contrastaram com o alto público de crianças, adolescentes e famílias completas que ganharam os 14 mil livros de temática LGBT distribuídos gratuitamente com financiamento de Felipe Neto.

O empresário e youtuber planejou a ação após Crivella ordenar uma varredura na Bienal na sexta (6) em busca da obra criticada por ele na internet.

Na noite de sexta, a Bienal conseguiu na Justiça que não houvesse qualquer fiscalização em busca de obras LGBT. Mas no sábado, por volta das 14h, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro permitiu que a Prefeitura do Rio realizasse buscas de livros com temática LGBT. Como reação, a Bienal do Livro irá recorrer ao STF.

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