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Dead Fish fala sobre "ceder ao comercial" e política nos bastidores de Ponto Cego

Marcelo Marafante/Divulgação
Imagem: Marcelo Marafante/Divulgação

Maurício Dehò

Do UOL, em São Paulo

11/07/2019 15h09

O Dead Fish voltou afiado com o lançamento de Ponto Cego, álbum da banda que saiu em maio e que musicalmente é pesado e melódico, enquanto nas letras ataca o atual governo sem rodeios. O grupo de hardcore publicou hoje um mini documentário com os bastidores do processo de gravação e da reaproximação com a gravadora Deckdisc.

Um dos pontos curiosos é o começo do vídeo, em que o vocalista Rodrigo Lima admite: "Claro que em algum momento a gente cedeu em alguma demanda comercial, estando em gravadora e pagando conta em uma cidade grande", disse ele, sobre o passado do Dead Fish. Por outro lado, adiciona: "Mas a gente sempre fez o que a gente quis. As pessoas perguntam: 'Você consegue explicar porque você, com 46 anos, ainda olha no olho de um garoto ou uma garota de 20 e poucos anos e ainda faz sentido?'. A gente ainda tem a energia, a raiva e a motivação necessária para estar envolvido com a nossa cultura."

Ponto Cego chamou a atenção com o primeiro single, Sangue nas Mãos, que trazia o ambiente do impeachment de Dilma Rousseff, questionando-o.

Ao lado do baterista Marcos Melloni e do guitarrista Ric Mastria, Rodrigo mostra detalhes da gravação, em parceria com o produtor Rafael Ramos. E volta a atacar Bolsonaro, a quem chama de "nazi mor".

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