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Festival de Cannes 2020: seleção tem filme brasileiro sobre racismo e mais

Antônio Pitanga em cena de "Casa de Antiguidades", longa brasileiro selecionado em Cannes - Reprodução
Antônio Pitanga em cena de 'Casa de Antiguidades', longa brasileiro selecionado em Cannes Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

03/06/2020 14h06

O Festival de Cannes 2020 revelou hoje a seleção de 56 filmes que receberão o "selo de aprovação" dos organizadores. O festival desistiu de ter uma edição física este ano, por causa da pandemia do novo coronavírus, e não haverá premiação — mas alguns dos filmes devem ser exibidos em outros eventos.

O Brasil é representado na lista por "Casa de Antiguidades", longa de João Paulo Miranda estrelado por Antônio Pitanga, que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil.

A trama toca em questões como o racismo e a polarização política do Brasil durante a eleição de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito. Parte do longa foi gravado em Treze Tílias, cidade catarinense que teve forte apoio ao presidente.

Wes Anderson e mais

Entre os filmes escolhidos, destaque para "The French Dispatch", nova obra de Wes Anderson que conta com um elenco estrelado: Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray e mais.

Outro título aguardado é "Soul", animação da Pixar que leva o diretor Pete Docter ("Divertida Mente") para o mundo das almas humanas. Jamie Foxx dá voz ao personagem principal da trama.

Novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (de "12 Anos de Escravidão"), François Ozon, Naomi Kawase e Thomas Vinterberg, também estão na lista, assim como "Falling", estreia do ator Viggo Mortensen ("O Senhor dos Anéis") na direção.

O festival também cumpriu a promessa do seu diretor artístico, Thierry Fremaux, de incluir mais filmes de diretores estreantes e de diretoras mulheres na seleção. O executivo exaltou a maior inclusão destas categorias na edição 2020 do festival em carta à imprensa lançada ontem.

São 15 (26,7%) filmes de diretores estreantes, e 16 (28,5%) títulos dirigidos por mulheres — neste caso, dois a mais do que no ano passado, quando Cannes selecionou 14 longas com direção feminina.

Veja a seleção:

  • "The French Dispatch", de Wes Anderson (EUA)
  • "Soul", de Pete Docter (EUA)
  • "Summer 85", de Francois Ozon (França)
  • "Asa Ga Kuru", de Naomi Kawase (Japão)
  • "Lover's Rock", de Steve McQueen (Reino Unido)
  • "Mangrove", de Steve McQueen (Reino Unido)
  • "Druk", de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
  • "DNA", de Maïwenn (Algéria/França)
  • "Falling", de Viggo Mortensen (EUA)
  • "Ammonite", de Francis Lee (Reino Unido)
  • "Sweat", de Magnus von Horn (Suécia)
  • "Nadia, Butterfly", de Pascal Plante (Canadá)
  • "Limbo", de Ben Sharrock (Reino Unido)
  • "Peninsula", de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul)
  • "Broken Keys", de Jimmy Keyrouz (Líbano)
  • "Truffle Hunters", de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA)
  • "Aya To Majo", de Goro Miyazaki (Japão)
  • "Heaven: To the Land of Happiness", de Im Sang-soo (Coreia do Sul)
  • "Last Words", de Jonathan Nossiter (EUA)
  • "Des Hommes", de Lucas Belvaux (Bélgica)
  • "Passion Simple", de Danielle Arbid (Líbano)
  • "A Good Man", de Marie-Castille Mention-Schaar (França)
  • "The Things We Say, The Things We Do", de Emmanuel Mouret (França)
  • "John and the Hole", de Pascual Sisto (EUA)
  • "Here We Are", de Nir Bergman (Israel)
  • "Rouge", de Farid Bentoumi (França)
  • "Teddy", de Ludovic e Zoran Boukherma (França)
  • "Une Medicine De Nuit", de Elie Wajeman (França)
  • "Enfant Terrible", de Oskar Roehler (França)
  • "Pleasure" de Ninja Thyberg (Suécia)
  • "Slalom", de Charléne Flavier (França)
  • "Casa de Antiguidades", de João Paulo Miranda (Brasil)
  • "Ibrahim", de Samuel Gueismi (França)
  • "Gagarine", de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia)
  • "16 Printemps", de Suzanne Lindon (França)
  • "Vaurien", de Peter Dourountzis (França)
  • "Garçon Chiffon", de Nicolas Maury (França)
  • "Si Le Vent Tombe", de Nora Martirosyan (Armênia)
  • "On the Route for the Billion", de Dieudo Hamadi (Congo)
  • "9 Days at Raqqa", de Xavier de Lauzanne (França)
  • "Antoinette in the Cévènnes", de Caroline Vignal (França)
  • "Les Deux Alfred", de Bruno Podalydès (França)
  • "Un Triomphe", de Emmanuel Courcol (França)
  • "Les Discours", de Laurent Tirard (França)
  • "L'Origine du Monde", de Laurent Lafitte (França)
  • "Flee", de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca)
  • "Septet: The Story of Hong Kong", de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong)
  • "El Olvido Que Seremos", de Fernando Trueba (Espanha)
  • "In the Dust", de Sharunas Bartas (Lituânia)
  • "The Real Thing", de Kôji Fukada (Japão)
  • "Souad", de Ayten Amin (Egito)
  • "February", de Kamen Kalev (Bulgária)
  • "Beginning", de Déa Kulumbegashvili (Grécia)
  • "Striding Into the Wind", de Shujun Wei (China)
  • "The Death of Cinema and My Father Too", de Dani Rosenberg (Israel)
  • "Josep", de Aurel (França)