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Diretores de "Cemitério Maldito" explicam mudança polêmica na trama clássica

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

07/02/2019 13h05

ATENÇÃO: SPOILERS DE "CEMITÉRIO MALDITO" A SEGUIR

Quem assistiu ao trailer de "Cemitério Maldito" lançado nesta quinta-feira (7) percebeu que esta segunda versão para os cinemas do clássico livro de Stephen King vai fazer uma mudança radical na trama. O filme tem estreia marcada para 9 de maio.

Tanto no livro de King quanto na primeira adaptação, lançada em 1989 e dirigida por Mary Lambert, o casal principal da trama perdia o filho mais novo, Gage, em um acidente na estrada perto de sua casa no interior dos EUA.

No novo longa, quem sofre o acidente é a irmã mais velha de Gage, Ellie (interpretada por Jeté Laurence). Assim como ocorre com Gage nas versões anteriores, ela é enterrada no "Cemitério Maldito" do título e volta à vida para assombrar os pais.

Cartaz de "Cemitério Maldito" - Divulgação - Divulgação
Cartaz brasileiro do remake de "Cemitério Maldito"
Imagem: Divulgação

Os produtores e diretores da nova adaptação conversaram com a "Entertainment Weekly" sobre a mudança. "Nós ficamos nervosos com essa decisão, acredite em mim", brincou o produtor Lorenzo di Bonaventura.

"Minha filosofia sobre remakes ou atualizações de tramas antigas é essa: se nós damos a você o que já te deram antes, não estamos fazendo nenhum favor ao material original. Eu sou muito apegado aos meus filmes preferidos, como qualquer um, mas sempre quero uma experiência nova", completou.

O codiretor Dennis Widmyer, que assina o filme ao lado de Kevin Kölsch (juntos, eles já dirigiram o terror "Starry Eyes"), explica um dos motivos da mudança: Ellie, que tem oito anos de idade na trama, é naturalmente mais ameaçadora do que seu irmãozinho de três.

"No filme de 1989, muitas das cenas de Gage foram feitas com um boneco. É assustador e eficiente. Mas nós já vimos isso tantas vezes, tanto neste filme quanto em 'Brinquedo Assassino' e outros títulos", comentou.

Kölsch ainda frisou que, assim como acontece no livro com Gage, a Ellie ressuscitada do novo "Cemitério Maldito" não apenas ataca fisicamente os pais, como faz jogos psicológicos com eles.

"Nós colocamos isso de volta na trama, porque o filme de 1989 retirou tudo isso. Se as pessoas não leram o livro, vão pensar: 'Por que fizeram a Ellie dizer essas coisas?'. Está no livro! E, como filme, funciona melhor com Ellie do que com uma criança de 3 anos", explicou.

Por fim, o produtor Bonaventura lembrou os fãs que provavelmente não é muito ético colocar um ator tão jovem quanto os gêmeos Hugo e Lucas Lavoie para interpretar um personagem tão perturbador.