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Demitido nas filmagens, diretor de "Bohemian" ainda deve ganhar US$ 40 milhões

O cineasta Bryan Singer - Getty Images
O cineasta Bryan Singer Imagem: Getty Images

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

30/01/2019 11h42

O contrato do diretor Bryan Singer com o estúdio 20th Century Fox pode fazer com que ele receba dezenas de milhões de dólares pelo sucesso de "Bohemian Rhapsody" nas bilheterias. De acordo com o "The Hollywood Reporter", a cifra bate nos US$ 40 milhões.

O contrato de Singer, que foi demitido duas semanas antes do final das filmagens e substituído por Dexter Fletcher ("Voando Alto"), estabelecia uma compensação extra caso o filme se tornasse um sucesso de bilheteria -- "Bohemian Rhapsody" já rendeu mais de US$ 800 milhões ao redor do mundo.

Singer foi dispensado da produção graças a supostos conflitos com a equipe e o elenco, provocados por atrasos e outros comportamentos pouco profissionais do cineasta. Segundo um relato, uma briga entre Singer e o astro Rami Malek foi tão grave que o diretor jogou um adereço do cenário no ator.

O nome de Singer se tornou ainda mais tóxico para o estúdio com o ressurgimento de várias denúncias de sexo com menores de idade envolvendo o diretor. Mais recentemente, quatro homens acusaram Singer de abuso sexual.

Apesar da demissão e das polêmicas, Singer continuou creditado como diretor de "Bohemian Rhapsody" por decisão do sindicato de diretores de Hollywood. O cineasta sai fortalecido do sucesso do filme nas bilheterias e no Oscar, onde o longa foi indicado a cinco prêmios, incluindo melhor filme.

O próximo projeto de Singer é o remake de "Guerreiros de Fogo", clássico dos anos 1980 estrelado por Arnold Schwarzenegger. O produtor da refilmagem, Avi Lerner, confirmou que vai manter o cineasta no projeto.