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Bryan Singer enfrenta quatro novas acusações de sexo com menores de idade

O cineasta Bryan Singer  - Jason LaVeris/FilmMagic
O cineasta Bryan Singer Imagem: Jason LaVeris/FilmMagic

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

23/01/2019 10h17

O cineasta Bryan Singer enfrenta quatro novas acusações de sexo com menores de idade, publicadas nesta quarta-feira (23) em um artigo do "The Atlantic". A matéria traz o nome de apenas um dos acusadores, Victor Valdovinos.

Valdovinos alega ter trabalhado como figurante no filme "O Aprendiz", dirigido por Singer em 1998. Segundo ele, o cineasta apalpou seus órgãos genitais em um momento das filmagens - o rapaz tinha 15 anos na época.

Os outros três acusadores são identificados por pseudônimos: um deles, Andy, diz que também tinha 15 anos quando fez sexo com Singer; outro, Eric, comenta que tinha 17 quando começou um caso com o cineasta, que na época tinha 31 anos de idade; o terceiro homem, Ben, diz que fez sexo oral em Singer quando tinha "17 ou 18 anos".

"Ele enfiava as mãos nas calças das pessoas e apalpava, sem consentimento", conta o último acusador sobre sua experiência com o cineasta. "Ele era predatório no sentido que dava álcool e drogas para as pessoas, e então fazia sexo com elas".

Singer respondeu ao artigo através de seu advogado, Andrew Bettler, que negou todas as acusações. A matéria foi publicada um dia depois do último filme de Singer, "Bohemian Rhapsody", ser indicado a cinco Oscar, incluindo melhor filme e melhor ator (Rami Malek) - veja a lista completa.

O cineasta foi demitido da produção, graças a atrasos e conflitos com a equipe, duas semanas antes do fim das filmagens. Embora tenha sido substituído por Dexter Fletcher ("Voando Alto"), Singer ficou com o crédito final de direção.

Singer tem um histórico de acusações de assédio e abuso sexual envolvendo menores de idade. Em 2014, Michael Egan processou o cineasta, alegando que ele teria o estuprado "diversas vezes" durante uma viagem ao Havaí - a acusação foi retirada mais tarde.

Já em 2017, Cesar Sanchez-Guzman processou o cineasta por tê-lo estuprado em 2003, durante uma festa em um iate. A ação ainda tramita na justiça americana.