PUBLICIDADE
Topo

Música

Vitão diz que críticas ao clipe de "Flores" mostram que Brasil é machista

Vitão gravou "Flores" com Luísa Sonza, e o clipe foi alvo de uma campanha machista nas redes sociais - Bruno Trindade
Vitão gravou "Flores" com Luísa Sonza, e o clipe foi alvo de uma campanha machista nas redes sociais Imagem: Bruno Trindade

Do UOL, em São Paulo

03/07/2020 10h03Atualizada em 03/07/2020 14h34

O lançamento de "Flores", em parceria com Luísa Sonza, trouxe muitos aprendizados para Vitão, entre eles o sentimento de que "ninguém cresce sem hater".

O sucesso da música com a cantora se deve, em parte, ao número de "deslikes" que o vídeo recebeu no Youtube. Isso aconteceu por causa de uma campanha machista contra Luísa organizada pelos fãs de Whindersson Nunes, seu ex-marido, incomodados com as cenas sensuais do clipe.

Em entrevista à GQ, Vitão contou que também recebeu críticas, mas que elas não têm comparação com as sofridas pela cantora. "A Luísa foi vítima de muitos ataques machistas, de pessoas incomodadas, porque ela terminou o relacionamento dela e lançou um clipe quente com outros artistas, e aí se tornou o clipe com mais 'deslikes' do YouTube. Isso mostra bastante do que é nosso país, claramente, que ele ainda é muito machista e tem muita coisa que precisa mudar", disse o cantor.

"Eu também sofri ataques, de pessoas dizendo que a Luísa traiu o ex-marido dela comigo, enfim, sofri alguns tipos de ataques. Mas foi muito mais leve, porque a agressão nesse caso é sempre contra a mulher. A Luísa quem acabou segurando uma barra bem mais pesada. Acho que serve de aprendizado pra gente", completou.

Há duas semanas, em entrevista ao UOL, o cantor já havia exposto sua insatisfação com o fato e lamentou que parte do público tenha uma postura que classificou como "horrível e nojenta". "Acham que ela deve respeito ao ex-marido. Inventam que ela traiu o marido dela comigo", disse.

Depois da polêmica, Vitão disse que tem aprendido a lidar com os "tribunais" da internet.

"Eu acho que hoje em dia na internet as pessoas têm muita liberdade para falar o que querem, e isso é bom por um lado, claro, mas por outro lado dá espaço para aquelas pessoas que têm muito ódio no coração expor esse ódio, colocarem isso em palavras", finalizou.

Música