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Titãs: Como série deu a volta por cima e virou uma das mais queridas da DC

O elenco de Titãs: Ryan Potter (Garfield Logan/Mutano), Teagan Croft (Rachel/Ravena), Brenton Thwaites (Dick Grayson/Robin) e Anna Diop (Kory Anders/Estelar) - Divulgação
O elenco de Titãs: Ryan Potter (Garfield Logan/Mutano), Teagan Croft (Rachel/Ravena), Brenton Thwaites (Dick Grayson/Robin) e Anna Diop (Kory Anders/Estelar) Imagem: Divulgação

Guilherme Machado

Do UOL, em São Paulo

27/01/2020 04h00

Mal terminou a segunda temporada de Titãs, e os fãs já estão ansiosos pela terceira, que deve estrear ainda neste ano na Netflix. Cheia de ação e com personagens fortes, a série conseguiu quebrar um estigma que a cercava antes mesmo da estreia: de que seria um produto no melhor dos cenários mediano, que não conseguiria fazer jus a seu clássico material de origem.

Isso se deve muito em parte ao fato de que já existia uma expectativa de como os titãs deveriam ser, por conta do grande sucesso da série de animação Os Jovens Titãs. Aclamada por fãs e pela crítica, o seriado usou de um estilo de animação próximo aos animes e ajudou a popularizar os personagens por meio de histórias complexas e ao mesmo tempo divertidas.

A série ajudou a construir uma imagem pública de como esses personagens deveriam ser e agir, criando uma base forte de fãs. Quando foi anunciado que a DC produziria um seriado live-action, a ansiedade era alta. A apreensão inicial também.

Brenton Thwaites em cena como Robin em Titãs - Divulgação
Brenton Thwaites em cena como Robin em Titãs
Imagem: Divulgação
As primeiras imagens e trailers mostravam algo bem diferente do que os seguidores dos titãs estavam acostumados a ver. Logo no primeiro teaser, Robin (Brenton Thwaites), mandava Batman se "fu...". O tom era mais violento e soturno. Não que a série original fosse um poço de fofura apenas, mas definitivamente destoava.

Os personagens também tiveram alterações bastante significativas em relação a seus perfis, tanto dos quadrinhos quanto das séries, os tornando até difíceis de reconhecer em um primeiro momento. Algumas questões técnicas também chamavam a atenção: os efeitos especiais não eram os melhores, os figurinos também não.

Com a estreia — no serviço de streaming da DC e na Netflix fora dos EUA — a situação começou a mudar. Os atores estavam alinhados aos papéis, e por mais que algumas situações parecessem forçadas, as histórias eram sólidas e formavam uma narrativa atrativa. Com todos os ingredientes que se espera de uma boa série de super-heróis, entre cenas de luta, perseguições e uma boa dose de drama, o enredo conseguiu fisgar o público.

Ajuda que a base seja sólida: Ravena, Estelar, Mutano e Robin são personagens fortes, tanto em termos de poderes quanto em personalidades. A série pegou estes elementos e fez sua própria interpretação, mais dramática, mas também eficiente, o que mostrou o lastro que estas figuras são capazes de ter.

O sucesso se desdobrou em uma segunda temporada, que introduziu diversos novos personagens, como o clássico vilão Exterminador e o Superboy. Com mais ação e novas reviravoltas, a série conseguiu renovar a fórmula e trazer um frescor para o time, mostrando que ainda havia sim mais história para contar. E os fãs, mais uma vez compraram.

Se Titãs mostra algo, é que é possível mexer em personagens clássicos, e mesmo que as expectativas sejam altas, entregar um produto que faça sucesso.

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