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Polícia do Rio busca suspeito de ataque ao Porta dos Fundos

Do UOL, em Brasília*

31/12/2019 12h00Atualizada em 02/01/2020 09h25

A Polícia Civil do Rio de Janeiro fez operação hoje para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra um dos suspeitos de atacar a produtora Porta dos Fundos.

Policiais estiveram em quatro endereços: dois residenciais e dois comerciais. O suspeito foi identificado como Eduardo Fauzi Richard Cerquise, de acordo com delegado titular da 10ª Delegacia de Polícia (Botafogo), Marco Aurélio de Paula Ribeiro.

Em um dos endereços foram apreendidos R$ 119 mil em dinheiro, munição, computadores, um simulacro de arma e uma camisa de entidade "filosófico-política", segundo a polícia.

Durante a operação, como o suspeito não foi encontrado, o delegado disse que ele é considerado foragido, mas ainda não é o caso de inclusão do nome dele na lista vermelha da Interpol.

"Estamos à procura do investigado, as provas foram produzidas, a prisão foi decretada pela Justiça baseada nas provas que obtivemos e as diligências continuam no intuito de localizá-lo. Nos endereços que ele declara como de residência, não foi encontrado", disse.

O suspeito foi identificado por meio do monitoramento dos veículos usados no ataque ao Porta dos Fundos. "O autor identificado sai de um dos veículos durante a fuga e pega um táxi. Foi expedido um mandado de prisão temporária de 30 dias contra ele, que, no decorrer das investigações, pode ser renovado", afirmou Ribeiro.

O delegado disse que investigações continuam com intuito de localizar e identificar os outros autores do crime. "Nenhuma linha de investigação está sendo descartada. Estamos apurando se é um ato isolado ou se há ligação com alguma entidade. As peças periciais estão sendo produzidas."

Perfil violento

Segundo o delegado, o suspeito tem um perfil violento. "Ele tem livros ligados à religião cristã, ao islamismo, esses dados foram obtidos hoje durante a busca e apreensão. Ele é empresário, classe média alta. Esse é o perfil traçado nas diligências a partir de hoje. Essa investigação está só no seu início. Devemos identificar os demais [acusados] que praticaram os atos no dia dos fatos", disse o delegado.

O suspeito tem outras acusações por agressão e ameaças, inclusive uma pela Lei Maria da Penha e a situação dele, segundo o delegado, se agrava por ter antecedentes criminais. "[Se] agrava porque se ele está respondendo processo em liberdade e comete outros delitos, provavelmente, e isso é uma decisão da Justiça, se irá prorrogar a liberdade provisória ou se decreta a sua prisão novamente nesse processo", disse.

Ataque na véspera de Natal

O ataque a bombas ao edifício da produtora aconteceu na terça-feira passada, às vésperas do Natal. A Polícia Civil descartou que o ato fosse terrorista.

Ao menos três homens lançaram coquetéis molotov contra o prédio. Um vigia que trabalhava no local apagou as chamas. Ninguém se feriu. Um grupo neofascista reivindicou a autoria do ato.

Desde que estreou a produção "A Primeira Tentação de Cristo", na Netflix, o Porta dos Fundos sofre críticas de grupos religiosos e conservadores em redes sociais e enfrenta ações na Justiça para retirada do conteúdo. O filme satiriza a vida de Jesus, o qual se descobre gay após 40 dias no deserto.

(*Com informações da Agência Brasil)

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