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Equipe de efeitos de "Bohemian Rhapsody" ainda não foi paga pelo trabalho

Rami Malek em "Bohemian Rhapsody" (2018) - Divulgação
Rami Malek em "Bohemian Rhapsody" (2018) Imagem: Divulgação

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

27/02/2019 10h15

A empresa de cuidou dos efeitos visuais de "Bohemian Rhapsody", biografia da banda Queen que levou quatro Oscar na cerimônia do último domingo, ainda não pagou seus funcionários pelo trabalho -- isso porque está no meio de um processo de falência, segundo o jornal "The Guardian".

A produtora Halo VFX, baseada em Londres, no Reino Unido, deve em torno de 53 mil libras esterlinas, o equivalente a mais de R$ 263 mil, aos seus empregados. A união britânica de trabalhadores da indústria do entretenimento, conhecida como Bectu, denunciou o caso para a imprensa.

Segundo a união, o caso dos técnicos de efeitos especiais de "Bohemian Rhapsody" exemplifica a urgência de regras mais claras para a compensação de funcionários da indústria cinematográfica durante processos de falência.

"Não é aceitável que artistas que contribuíram para o sucesso de um filme tão lucrativo sejam desconsiderados e saiam no prejuízo", disse o representante da Bectu, Paul Evans. "O trabalho duro e o talento deles não foi compensado".

O representante da união ainda aproveitou para sublinhar o quanto estes trabalhadores são explorados. "É uma das indústrias que mais exige horas extras sem compensação proporcional. As pessoas talentosas não ficam nesta área, porque as condições não são boas", comentou.

Em "Bohemian Rhapsody", os efeitos especiais foram usados especialmente nas cenas em que shows ao vivo do Queen foram reproduzidos em tela. Assim, os produtores puderam contratar um número limitado de figurantes, que foi ampliado com o uso de técnicas digitais.

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