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Diretor de "Bohemian", Bryan Singer volta a ser ignorado nos discursos do Oscar

O cineasta Bryan Singer  - Jason LaVeris/FilmMagic
O cineasta Bryan Singer Imagem: Jason LaVeris/FilmMagic

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

25/02/2019 01h45

"Bohemian Rhapsody" saiu do Oscar 2019 como o filme mais premiado, com quatro estatuetas -- mas o nome do diretor Bryan Singer não foi mencionado uma única vez pelos vencedores.

Em uma repetição do que já havia acontecido no Globo de Ouro, em janeiro, o cineasta foi sumariamente ignorado - tanto pelo astro Rami Malek, ganhador do prêmio de melhor ator por seu retrato de Freddie Mercury, como pelos profissionais que saíram vencedores nas categorias de edição, edição de som e mixagem de som. 

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A falta de menção a Singer não era exatamente uma surpresa, a começar pela experiência tumultuada do diretor com "Bohemian Rhapsody": Ele foi demitido pela Fox na reta final das filmagens da cinebiografia, em 2017. 

Veículos especializados atribuem a sua saída a atritos com o protagonista, Rami Malek, e à falta de profissionalismo no set de filmagens, passando por atrasos frequentes e ausências prolongadas. Singer, no entanto, insiste que teve de se afastar para cuidar de um de seus pais, que estava doente. Dex Fletcher acabou completando as filmagens, mas Singer ainda levou o crédito final. 

Também pesam contra Singer várias acusações de abuso sexual e estupro contra menores de idade. As mais recentes foram reveladas ao fim de janeiro pela revista "The Atlantic", e levaram o cineasta a ser excluído das indicações ao Bafta, o "Oscar britânico"; seu mais recente projeto, uma nova versão de "Guerreiros de Fogo", também acabou engavetado

O diretor nega as acusações. Em declaração oficial, ele chegou a dizer que os denunciantes queriam se aproveitar do sucesso de "Bohemian Rhapsody"