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Ativistas protestam por demissão de R. Kelly na frente do prédio da Sony

15.jun.2013 - R. Kelly se apresentou no terceiro dia do Bonnaroo Music & Arts Festival, em Manchester, nos Estados Unidos - Jason Merritt/Getty Images/AFP
15.jun.2013 - R. Kelly se apresentou no terceiro dia do Bonnaroo Music & Arts Festival, em Manchester, nos Estados Unidos Imagem: Jason Merritt/Getty Images/AFP

Caio Coletti

16/01/2019 13h46

Membros de pelo menos oito organizações ativistas diferentes se reuniram nesta quarta-feira (16) na frente do prédio da Sony Music, em Nova York, nos EUA. Os protestos são pela demissão de R. Kelly, contratado da RCA, subsidiária da gravadora.

Segundo o "The Hollywood Reporter", o protesto reuniu membros de grupos como #MuteRKelly, Black Women's Blueprint, Care2, Color of Change, CREDO, Girls for Gender Equity, NOW-NYC e UltraViolet. Juntos, os ativistas entregaram uma petição com mais de 217 mil assinaturas pedindo pela demissão de Kelly.

Os protestos foram provocados pelo lançamento da série documental "Surviving R. Kelly", exibida pela emissora Lifetime nos EUA, que ouviu diversas mulheres que denunciaram o cantor por abuso sexual através dos anos. Várias das vítimas eram menores de idade quando conheceram o músico.

"A série é uma investigação impossível de ignorar, que expõe décadas de acusações de abuso sexual feitas por mulheres e garotas negras, e acusa aqueles na indústria da música que não só permitiram que isso continuasse acontecendo, como também lucraram com Kelly", descreveu um comunicado oficial do grupo de ativistas.

"Este homem foi capaz de abusar de garotas negras vulneráveis por tanto tempo porque empresas como a RCA, sua gravadora, continuaram provendo dinheiro para que ele alimentasse sua operação de tráfico sexual, e um verniz de credibilidade para a sua imagem", continuou o grupo.

"Com a seriedade destas numerosas acusações, já passou da hora da RCA e da Sony anunciarem a sua posição e demitirem R. Kelly. Nenhuma companhia deveria lucrar com um homem que abusa física, mental e sexualmente de garotas negras", disseram ainda.

A gravadora não respondeu aos protestos. Alguns dias atrás, o "TMZ" reportou que a Sony pretendia suspender o lançamento de músicas de R. Kelly, pelo menos até um caso criminal que corre contra o cantor ser resolvido. O cantor não foi oficialmente demitido, no entanto.

O próprio Kelly nega todas as acusações levantadas contra ele na série, mas isso não impediu que diversos artistas falassem contra o cantor. Lady Gaga, Celine Dion e Chance the Rapper estão entre os músicos que retiraram parcerias antigas com Kelly de seus catálogos.