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Leilão da Christie's bate recordes e Mark Rothko chega a US$ 82 milhões

Chris Michaud*

De Nova York (EUA)

14/05/2015 09h23

Uma tela de Mark Rothko, intitulada "No. 10", alcançou US$ 81,9 milhões em leilão na noite de quarta-feira (13), liderando a venda de obras de arte contemporânea e do pós-guerra na Chirstie's, que arrecadou US$ 658,5 milhões e estabeleceu novos recordes para vários grandes artistas.

A venda de 82 obras, ou cerca de 25% a mais do que o habitual, aproximou-se de sua alta estimativa de pré-venda de US$ 687 milhões, e teve apenas 12% de suas ofertas sem compradores.

Foi o segundo grande resultado da semana para a casa de leilões, seguindo a venda especial de segunda-feira que estabeleceu novos recordes de preços pagos para uma única obra de arte --um quadro de Picasso arrematado por US$ 142,4 milhões--, assim como para uma escultura.

Cada um dos três principais lotes foi vendido por mais de US$ 50 milhões, e três outros superaram os US$ 35 milhões. Novos recordes foram estabelecidos para Robert Ryman e Robert Rauschenberg.

Funcionários da Christie's e da rival Sotheby's concordam que a recente alta nas obras de arte tem sido impulsionada, pelo menos em parte, por clientes endinheirados que iniciaram coleções de arte há poucos anos.

Assim, é surpreendente que um trabalho sombrio em tons suaves de Rothko, cuja estimativa era de US$ 45 milhões antes da venda, tenha se destacado no leilão. Outros pontos altos incluem "Colored Mona Lisa", de Andy Wahrol, e "Benefits Supervisor Resting", de Lucian Freud, cada um vendido por US$ 56,2 milhões, acima das estimativas.

* Com reportagem de Clarence Fernandez