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'Samba já nasceu sendo perseguido pela polícia', diz Teresa Cristina

A cantora e sambista carioca Teresa Cristina (FOTO: Reprodução) - A cantora e sambista carioca Teresa Cristina (FOTO: Reprodução)
A cantora e sambista carioca Teresa Cristina (FOTO: Reprodução) Imagem: A cantora e sambista carioca Teresa Cristina (FOTO: Reprodução)

Do UOL, em São Paulo

09/07/2020 19h13

A cantora Teresa Cristina afirmou que o "samba já nasceu de esquerda" e "perseguido pela polícia", durante live realizada pelo jornalista Morris Kachani, autor do blog "Inconsciente Coletivo", hospedado no site do Estadão.

"O samba já nasceu sendo perseguido pela polícia, já nasceu de esquerda sem saber o que era esquerda (...) O samba sempre colocou um lugar de comunhão e uma noção de coletividade muito grande. Uma música que você pode executar em qualquer lugar porque você não depende da eletricidade, você não depende nem do instrumento, porque você pode pegar um balde e bater o açúcar já é samba, se você bater na palma da mão, já é samba", disse a cantora.

Ela também contestou a possibilidade de algum "reacionário", em suas palavras, gostar de Chico Buarque ou Beth Carvalho, por exemplo.

"É possível uma pessoa reacionária gostar do Chico Buarque; Uma pessoa que é fã de Beth Carvalho e votou em Bolsonaro, como explica um negócio desse tipo?", perguntou.

Ainda durante a transmissão, Teresa Cristina afirmou que o machismo do samba não é oculto como o racismo, mas está lá, nas letras e nas atitudes.

"O samba é um ambiente predominantemente mecânico, de base. O machismo do samba não é oculto como o racismo no Brasil. Ele está nas letras e em algumas atitudes. (?) E por ele não ser escondido, podemos combater o mesmo para igual", afirmou a veterana.

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