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Ator explica recusa a protagonizar 'De Volta para o Futuro' e 'Top Gun'

Matthew Modine em "Nascido para Matar" (1987) - Divulgação
Matthew Modine em "Nascido para Matar" (1987) Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

07/07/2020 11h21

O ator Matthew Modine fez fama com seu papel em "Nascido para Matar", mas poderia ter ido muito além e protagonizado filmes que são clássicos do cinema. Em entrevista à FOX News, ele explicou o motivo de dizer "não" a "De Volta para o Futuro", "Top Gun - Ases Indomáveis" e "Wall Street: Poder e Cobiça".

"Eu acho que Michael J. Fox foi brilhante em 'De Volta para o Futuro', e não posso imaginar outro ator que faria um melhor trabalho do que ele", aformou Modine, sobre o blockbuster de 1985. "Ele foi perfeito."

Sobre "Top Gun", o ator que hoje tem 61 anos diz que teve de fazer uma escolha e passou o papel que ficaria consagrado por Tom Cruise para participar de "Nascido para Matar".

"Eu queria contar a história desse comportamento humano e de como a guerra afeta indivíduos, nossa juventude e como essas cicatrizes que as pessoas recebem em combate não são sempre físicas. Eu achei que era uma história mais importante de contar do que ficar apontando para russos e dizendo que eles são caras maus. Era época do presidente [Ronald] Regan", relembrou ele.

Modine diz que a experiência de filmar a história de "Nascido para Matar" foi algo incomparável em sua carreira, algo que o educou para a vida.

Para completar, disse que teve oferecido o roteiro de "Wall Street: Poder e Cobiça", que acabou protagonizado por Charlie Sheen. "O diretor Oliver Stone é um grande amigo. Ele é um cara incrível, mas queria que eu dissesse 'sim' e o roteiro ainda não estava acabado. Eu provavelmente teria feito o filme, mas não aceitaria algo que não sabia como seria. Teria sido um prazer."

Modine disse ainda que recusou três vezes o papel de Dr. Martin Brenner em "Stranger Things", sucesso de sci-fi da Netflix. Mas este ele acabou aceitando.

"Os irmãos Duffer ainda não tinham os scripts para eu ler. Eles foram muito elogiosos. E entenderam o que eu queria neste ponto da minha carreira. Então, disse 'sim'. Fico feliz por isso, foi uma experiência extraordinária trabalhar com aqueles jovens atores. Mas foi um lugar estranho essa transição de ser um jovem ator protagonista para ser oferecido esse papel de vilão.