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Novo aplicativo ajuda indecisos a escolher filmes em serviços de streaming

Thiago Romariz, um dos criadores do app Chippu - Divulgação
Thiago Romariz, um dos criadores do app Chippu Imagem: Divulgação

André Zuliani

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/05/2020 04h00

A pandemia de coronavírus fez o consumo de streaming crescer de maneira exponencial no mundo inteiro. Em meio a tantas opções, quem nunca perdeu tempo escolhendo filmes em plataformas como a Netflix? Com um catálogo tão vasto, é comum que os assinantes fiquem indecisos ao navegar pelos serviços de streaming em busca de uma nova produção para assistir.

Foi pensando nisso que um grupo de amigos resolveu unir tecnologia com curadoria de entretenimento para criar o Chippu, um aplicativo que tem um algoritmo especializado em dados do usuário para dar sugestões de filmes e séries. A iniciativa é liderada pelos empresários Thiago Romariz e Vitor Porto Brixi, além dos engenheiros Luigi Pedroni e Thamer Hatem, proprietários da empresa de tecnologia Happe.

Disponível para smartphones com sistema operacional iOS ou Android, o serviço do Chippu se apresenta de forma simples: dicas diárias e instantâneas são feitas por meio de sugestões baseadas em algumas informações básicas que o usuário fornece assim que é feito o download. Ao fazer a leitura desses dados, o app indicará um título e em qual plataforma ele está disponível.

"Em tempos de excesso de informação e conteúdo, acreditamos que a curadoria resolve problemas e economiza tempo das pessoas", diz Thiago Romariz, jornalista e criador de conteúdo com passagens por Omelete e CCXP, e head de conteúdo e relações públicas da fintech EBANX.

Filmes x séries

Com mais de 10 mil títulos no catálogo já em seu lançamento, o Chippu promete uma experiência diversa. "Nas próximas semanas já devemos iniciar nossas sugestões com séries", diz Romariz. Segundo ele, o tratamento em relação aos dois nichos deve ser diferente. "A experiência é outra, então o serviço deve ser outro. Enquanto a escolha de um filme é feita pelo momento, uma série requer um tempo de acompanhamento maior. Desse modo, o Chippu funcionará como um consultor que auxiliará em como assistir àquela produção."

Como funciona?

O app rastreia o comportamento do usuário que, por exemplo, gosta de filmes de ação com astros de Hollywood. Ele também leva em conta o momento em que a pessoa busca pela sugestão, para entender quando e quantas vezes ela assiste a um filme por semana.

Em um primeiro momento, o Chippu se parece com os serviços já proporcionados pelas plataformas. A diferença, no entanto, está distante da tecnologia envolvida. "Nossa principal característica está nas pessoas por trás do app", diz Romariz, que aposta na força dos influenciadores como curadores para sua audiência. "O algoritmo, hoje, serve para peneirar o catálogo, mas quem vai sugerir os filmes é a nossa equipe de curadoria."

Contato com pessoas

A intenção de utilizar o contato com pessoas ao invés de deixar que o algoritmo faça esse trabalho automaticamente serve para evitar que os usuários fiquem presos a uma bolha. Por exemplo: se uma pessoa está assistindo a filmes de ação com Keanu Reeves, como a franquia "John Wick", a equipe de curadoria poderá sugerir uma produção de comédia estrelada pelo ator. Depois, a dica pode vir a ser de outra comédia, com narrativa semelhante, mas sem a presença do astro no elenco.

O uso do fator humano já é comum em empresas como Facebook e Google, que contam com pessoas fazendo essa análise dos conteúdos usados em suas redes. "Nós vamos facilitar o serviço e agilizar a procura de produções dentro dos catálogos, mas o toque humano é necessário para que a pessoa não se sinta tão presa sempre aos mesmos assuntos", acrescenta.

'Guerra dos streamings'

De acordo com uma pesquisa realizada pela plataforma Conviva, durante a pandemia a audiência destes serviços cresceu 20% no início deste ano e, se comparada ao mesmo período do ano anterior, o crescimento beira os 80%.

"Da mesma maneira que houve um pico, haverá uma queda, mas o comportamento continuará sendo fixo. Nem nos EUA essa 'guerra dos streamings' já está estabelecida. O próprio Disney+ está entendendo como deve distribuir seu conteúdo e entregá-lo às pessoas", diz.

Pensando no futuro, Romariz explica que a funcionalidade do app pode ser aplicada em outras frentes além do cinema. Música e shows também fazem parte dos planos.

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