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2 motivos para acreditar em um 2º ano de Watchmen (e 1 para não se animar)

Regina King diz que Watchmen é um "espelho" para o que acontece no mundo - Reprodução
Regina King diz que Watchmen é um "espelho" para o que acontece no mundo Imagem: Reprodução

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

17/12/2019 04h00

Watchmen, a série que funcionou como uma continuação da icônica HQ criada por Alan Moore e Dave Gibbons, teve seu último episódio exibido no domingo, na HBO. Se ele será o último mesmo, ainda está no ar, já que a série não teve uma segunda temporada oficialmente anunciada (ou descartada). Há bons motivos, no entanto, para acreditar que um segundo ano da produção é um sonho possível - embora haja um que indique o contrário.

Explicamos tudo abaixo:

Há história para contar

Em nove episódios, Watchmen contou uma história redonda, sem pontas soltas, que colocou a detetive Angela Abar (Regina King) no centro de uma trama que conectava um grupo supremacista aos heróis das HQs, com destaque para seu marido, Cal (Yahya Abdul-Mateen II), que foi revelado como o Dr. Manhattan. Ao fim, Manhattan morreu, mas a trama deu a entender que ele conseguiu transferir seus poderes para a mulher, por meio de um ovo.

Certamente seria interessante acompanhar a jornada de Angela com poderes divinos. Será que ela conseguiria fazer com eles mais do que seu marido havia feito? Eles certamente seriam úteis para enfrentar o Ciclope/Sétima Kavalaria - a cúpula do grupo em Tulsa foi aniquilada, mas é provável que existam outros membros prontos para retaliar.

A agente Laurie Blake (Jean Smart) e Adrian Veidt (Jeremy Irons), agora possivelmente preso, também renderiam tramas interessantes, que podem, inclusive, se conectar ao retorno de outros heróis das HQs.

Sucesso de crítica e público

A HBO foi muito feliz com Watchmen. A série recebeu uma série de elogios da crítica especializada por sua produção de alto nível e sua narrativa inovadora, obtendo 97% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes, que reúne resenhas dos principais veículos especializados.

Mas é outro indicativo que vai fazer os olhos da emissora brilharem: a audiência. Ao longo das semanas, a série se tornou uma sensação do boca a boca e acumulou, segundo a revista Variety, uma média de 7,1 milhões de espectadores por episódio nos Estados Unidos.

Não chega perto dos dois dígitos de Game of Thrones (um fenômeno que provavelmente nunca mais veremos), mas não deixa de ser um ótimo resultado para a HBO. Watchmen foi a série estreante mais vista entre os canais premium dos EUA e se tornou a série estreante mais vista da HBO desde Big Little Lies.

Se os executivos do canal forem espertos, eles não deixarão a oportunidade escapar. Mas há uma questão...

O criador pensou a história como minissérie

Damon Lindelof, criador e showrunner da série, aprendeu a duras penas (oi, fim de Lost) a importância de criar uma trama consistente e bem amarrada - e foi exatamente isso que ele entregou em Watchmen. Em entrevista à revista Entertainment Weekly, Lindelof afirmou que encara sua obra como uma minissérie.

"Minha série é uma carta de amor, e um exame, dos quadrinhos originais de Watchmen. Eu queria que as pessoas soubessem que não estava planejando uma trilogia, ou uma série de sete temporadas", continuou. "Na minha opinião, a melhor a adaptação de Watchmen para a TV tinha que ser um espelho da graphic novel original — uma história contida em si mesmo, que resolvia um mistério principal".

Ele, no entanto, admitiu que é possível que a HBO queira continuar a produção em formato de antologia, como ocorre com True Detective. Será que veremos outros heróis?