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Ryan Reynolds diz que protagonista de Free Guy "é como o virgem de 40 anos"

Leonardo Rodrigues

Do UOL, em São Paulo

07/12/2019 16h00

Ryan Reynolds, astro de Free Guy - Assumindo o Controle, comédia da Disney que estreia em 2020, causou comoção hoje ao participar do painel do filme na CCXP 2019 ante cerca 3.000 pessoas - sua chegada, inclusive, iniciou um empurra-empurra que culminou com o público (e uma grade) quase caindo em cima do astro. Depois disso, ao lado do diretor Shawn Levy e do ator Joe Keery (o Steve Harrington de Stranger Things), Reynolds revelou os primeiros detalhes do longa, incluindo o primeiro trailer e duas cenas.

CCXP 2019: Fãs derrubam grade em cima de Ryan Reynolds

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Misturando comédia e ação, o filme conta a história de um homem comum, um caixa de banco, que aos poucos descobre que, na verdade, é o personagem de um videogame de mundo aberto, estilo GTA. A diferença é que ele, ingênuo e de bom coração, quer fazer o bem e virar um herói.

"Queríamos trazer um pouco do mundo de De Volta para o Futuro, do qual somos todo fãs. Como o Shawn já disse, o filme conta uma espécie de origem de um super-herói", adiantou Reynolds. "Ele é muito ingênuo. É como o virgem de 40 anos do Steve Carell".

A piada sobre a virgindade do personagem, inclusive, será feita várias vezes na história, que trará vários "easter eggs" de games famosos.

Trailer foi exibido em primeira mão no Brasil

O trailer exibido em primeira mão na CCXP, para delírio da plateia, mostra uma história que se passará entre dois mundos, o virtual, etéreo e claro, e o real, confuso e sombrio. O personagem de Ryan, o "Guy", começa a desconfiar de que algo está errado quando percebe que o banco em que trabalha é sistematicamente assaltado.

"Você nunca pensou que deve haver algo além?", pergunta o protagonista a um colega segurança, em meio à ação dos bandidos.

Uma das cenas exibidas para os fãs traz Reynolds contracenando com seu par romântico do filme, a garota Molotov (vivida por Jodie Comer), em uma espécie de garagem futurista. Ciente dos dois mundos, ela explica a ele as possibilidades do personagem dentro do jogo, onde ele pode pontuar, crescer e se tornar um herói, já que Ryan se diz incapaz de praticar o mal agredindo transeuntes.

Já a segunda cena, mais dramática, mostra a Molotov da vida real, a programadora de games Millie, discutindo com o personagem de Joe, também desenvolvedor, os riscos de o jogo que criaram, chamado Free City, ter se tornado tão real. Um desses riscos é amoroso, já que ela admite ter se apaixonado pelo "Cara" em sua experiência dentro da realidade virtual. Mas ele é só um algoritmo.

Segundo Joe Keery, que já trabalhou com Shawn Levy na série Stranger Things, estar em um filme tão grande da Disney, com cenas de ação das mais variadas possíveis, é um aprendizado. "Ver esse cara [Reynolds], que fez tantos filmes incríveis, do meu lado no set é uma oportunidade gigantesca. Me sinto um ator melhor só de assisti-lo atuar", frisou Keery. "Esse é um filme sobre atitude. Vá lá e faça o quiser da sua vida."

Como as cenas de ação do longa são dignas de um game de guerra, há muitos efeitos especiais e tomadas com o famoso efeito CGI de computação gráfica. Mas não se trata de uma overdose digital, diz o diretor. "Tudo que conseguimos fazer de forma orgânica, apenas com atores de carne e osso, nós fizemos questão de fazer", salientou Levy, saudado ruidosamente pelo público.

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