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Rock in Rio


"Foi uma quebra de preconceitos", diz Anitta sobre estreia no Rock in Rio

Renata Nogueira

Do UOL, no Rio

06/10/2019 04h00

Anitta botou o Rock in Rio abaixo hoje com um show histórico em que levou o funk pela primeira vez ao palco Mundo no Rio de Janeiro. Ainda no calor da apresentação inédita, ela garantiu que não chorou ("sou muito focada"), mas se sentiu realizada em alcançar a marca de primeira artista brasileira a fazer um show de funk no festival. Especialmente em sua própria cidade.

"Foi uma quebra de preconceitos, de barreiras, eu trabalhei muito para chegar a esse ponto. Todo o meu trabalho foi pensando nisso", disse a artista, que chegou a fazer um agradecimento a si mesma durante o show.

"Meu sonho era ter o funk reconhecido. Desde o meu início, por ser uma artista de funk, o tratamento sempre era diferente. Era de qualquer jeito, sem estrutura. Eu sempre quis trabalhar para que isso mudasse", comentou Anitta, que levou um paredão da Furacão 2000 para o seu cenário e fez três trocas de roupa durante uma hora de show.

O tempo, praxe no festival, fez com que a artista alterasse um pouco o repertório, pensado especialmente para rever sua carreira e exaltar suas canções em português e o funk.

"O início e o final foram feitos com DJs, não teve banda. A banda foi só no meio para mostrar realmente a fase da minha vida em que eu tive que me adaptar à realidade de outros ritmos para ser aceita no mercado musical. Aí, depois, eu volto com o meu funk só DJ e meus dançarinos."

Ela ainda comparou a guinada do funk nos últimos anos a outro ritmo historicamente discriminado: o samba. "É legal chegar a esse patamar. Como o samba um dia foi criminalizado e hoje é tão respeitado no Brasil inteiro e no mundo, o funk está passando por isso agora e é muito legal."

A cantora dividiu o palco com o Black Eyed Peas - Reprodução
A cantora dividiu o palco com o Black Eyed Peas
Imagem: Reprodução

Diferença com gringos

Anitta abriu o palco Mundo do Rock in Rio, que ainda receberia H.E.R., Black Eyed Peas e Pink. E não recuou ao ser questionada se rola diferença de tratamento para artistas brasileiros, como ela, e gringos.

"Rola, mas não vou falar disso agora porque eu preciso focar a parte boa. Apesar dos pesares, deu tudo certo no fim, e a gente conseguiu fazer um show muito legal, se divertiu, minha equipe está muito feliz. Espero que meus fãs tenham gostado. O importante é a gente sempre pensar na parte boa das coisas. Só não fiquei totalmente satisfeita porque sou muito perfeccionista", confessou.

Playback

Anitta também não fugiu de outro assunto espinhoso: playback. A cantora explicou que é impossível não usar vocais de apoio em um show com muita dança, como o dela, e que isso é comum a todos os artistas que seguem o estilo.

"Quando é um show que tem muita dança, normalmente são gravadas partes de apoio, sim, para os momentos em que a coreografia é mais pesada. Não tem como você fazer uma hora sem parar como é o meu set. A gente fez apenas cinco minutos sem dança. Então, em alguns momentos, é preciso ter a voz de apoio. Em outros, eu canto solo. Faz parte do meu show e é isso aí. A galera que entenda."

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