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Boy Pablo, a história do fenômeno do YouTube que (quase) ninguém ouviu falar

Divulgação
Imagem: Divulgação

Liv Brandão

Colaboração para o UOL

01/10/2019 04h00

Boy Pablo tem 19 anos e é um fenômeno na internet. O quê? Você nunca ouviu falar nele? Tudo bem. Fenômenos na internet hoje em dia são assim mesmo. Mas acredite: ele é um fenômeno. O músico norueguês de origem chilena soma mais de 24 milhões de visualizações no clipe de uma de suas poucas músicas, Everytime, que acumula outros 41 milhões de plays no Spotify.

Graças a isso, ele tem rodado o mundo apresentando as músicas, um indie lo-fi bem gostosinho, lançadas em seus dois EPs, Roy Pablo (2017) e Soy Pablo (2018). Depois de se apresentar em grandes festivais como o Coachella, nos EUA, e Primavera Sound, em Barcelona, suas próximas paradas são o Rio de Janeiro (14 de novembro, no Circo Voador) e São Paulo (15 de novembro, dentro do festival Popload).

Com apenas 15 faixas lançadas oficialmente (outras boas são Dance, Baby! e Feeling Lonely), Boy Pablo é uma banda de um homem só que, ao vivo, convoca outros quatro amigos de infância para viajar e tocar com ele. O sucesso foi repentino e veio depois que um post no fórum de discussão Reddit zoando a estética noventista e meio tosca do clipe de Everytime viralizou. O clipe, de fato, tem uma produção, digamos, bem simples: são cinco noruegueses rosados tostando sob o sol de verão enquanto tocam seus instrumentos.

Mas a música, centrada numa protagonista feminina que vive sendo ignorada pelo seu crush de internet que ela nunca viu pessoalmente, é uma delicinha e pegou. Foram tantos os acessos simultâneos que o algoritmo da rede social de vídeos passou a recomendar Everytime em outros clipes de estética e som similares. E foi assim que Boy Pablo ganhou o mundo.

Vencedor do Grammy norueguês (sim, isso existe), Boy Pablo (que ele prefere escrever em minúsculas, assim: boy pablo) é o codinome de Nicolás Pablo Rivera Muñoz. Uma espécie de José González da Noruega, seus pais emigraram do Chile para Bergen, uma pequena cidade chuvosa, durante a década de 1980, em plena Ditadura Pinochet. Sua família é toda musical: aos 5 anos, ganhou uma bateria, e logo começou a brincar no Garage Band. O pai o ensinou a tocar guitarra e tem seu próprio projeto, chamado Chilika. Um de seus irmãos, Felipe Alexis, enveredou pela música pop, enquanto Esteban montou uma banda de hardcore punk com letras antifascistas chamada Tirades.

Fã de Ramones, MxPx e Blink-182 na adolescência (que não faz muito tempo, vai), Muñoz, o Boy Pablo, é multi-instrumentista e grava sozinho suas músicas, comparadas a nomes como Mac DeMarco, Matt Maltese e Rex Orange County. As letras do jovem (que no Instagram diz não ver a hora de crescer a ponto de conseguir cultivar um bigode) discorrem sobre amor e outras agruras dessa fase, quase sempre embaladas por melodias ensolaradas e felizes - uma forma de espantar o clima cinzento de Bergen.

Seus primeiros shows fora de sua terra natal foram no começo de 2018, quando excursionou pelo restante da Europa. Curiosamente, um de seus maiores fandoms está na Indonésia, onde ele também se apresenta em breve. Agora, ele se prepara para uma curta turnê sul-americana, que além de Rio e São Paulo inclui o Chile de suas origens, com a promessa de dias de sol e calor, perfeitos para suas canções.

POPLOAD FESTIVAL 2019

Com shows de Patti Smith, The Raconteurs, Hot Chip, Tove Lo, Cansei de Ser Sexy, Little Simz, Khruangbin, Boy Pablo, Luedji Luna e o bloco Ilê Aiyê
Quando: 15 de novembro
Onde: Memorial da América Latina (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda, São Paulo)
Horários: Abertura dos portões às 10h; início dos shows às 11h
Ingressos: pista R$ 580 (inteira), pista premium R$ 800 (inteira)
Onde comprar: www.ticketload.com e bilheteria do Credicard Hall

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