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Morte de Mufasa e pum de Pumba: as diferenças do novo O Rei Leão para o desenho

O nascimento de Simba no desenho e na nova versão de O Rei Leão - Reprodução/Montagem
O nascimento de Simba no desenho e na nova versão de O Rei Leão Imagem: Reprodução/Montagem

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

13/07/2019 04h00

O novo O Rei Leão traz cenas idênticas da animação original lançada há 25 anos, mas, apesar disso, não é uma cópia refeita com animais reais (ou quase, já que tudo é digital). Há boas surpresas programadas.

E isso não é spoiler, mas se você não quiser saber de nenhum detalhe sobre a nova versão -- ou vai que você nunca ouviu falar sobre as atrocidades de Scar e os conselhos que Simba recebe do pai -- pare de ler agora.

O projeto dirigido por Jon Favreau adiciona particularidades em momentos fundamentais da clássica história, como o desenrolar da morte de Mufasa e a divertida dança de Timão, além de desenvolver trechos praticamente esquecidos.

Essas são as principais mudanças do enredo de O Rei Leão, que chega aos cinemas em 18 de julho.

Morte de Mufasa

Um dos momentos mais tristes dos filmes Disney, a morte do rei no desenho começava com Scar levando Simba para um vale, falando sobre uma "surpresinha" de Mufasa.

Desta vez, tio e sobrinho caminham pelo vale onde, segundo conta o vilão, todos os grandes leões aprenderam a rugir. Scar pede para que Simba continue a treinar, que só assim ele vai crescer e ficar poderoso igual ao pai, e sai de fininho para atrair a debandada de gnus.

Outro momento diferente foi a forma como Scar mata o irmão. Na animação, ele agarra as patas de Mufasa, fala "vida longa ao rei" e depois solta o leão. Desta vez, como se já não bastasse a tragédia, ele ainda acerta três porradas no rosto do irmão antes de soltá-lo para a morte. A cena forte bate com a ideia da Disney de fazer uma versão mais realista do que o desenho.

Timão e Pumba

Os amigos viraram uma das referências do filme de 1994, e a versão realista deles continua sensacional. Quem está com o desenho fresco na memória vai lembrar de algumas brincadeiras da recente adaptação que ligam diretamente ao passado, como Pumba falando a palavra "pum" e percebendo que Timão não o proibiu desta vez.

Outras piadas também combinam muito bem, como a "hula" de Timão, que desta vez força um sotaque francês engraçado enquanto pumba fica parado com a boca aberta na hora de tentar chamar a atenção das hienas de Scar.

O novo O Rei Leão ainda explora mais os amigos do javali e do suricato, não apenas com piadas certeiras, mas também dando destaque para uma versão "coral" de The Lions Sleep Tonight com outros animais da selva.

Scar

Durante a rixa entre seu governo e as leoas, Scar tem como plano se casar com Sarabi para que, segundo ele, os outros animais comecem a respeitá-lo no novo cargo e ele possa ser um rei de verdade. Na primeira versão, o vilão pede apenas que a viúva de Mufasa consiga alguma presa para os animais famintos. Ainda assim, ambas as interpretações mostram Scar agredindo a leoa assim que ela fala que Scar não é "metade do rei que foi Mufasa".

Hienas

Kamari, Shenzi e Azizi tiveram papel fundamental em O Rei Leão original. Já no remake, o trio aparece mais dissolvido. Uma das mudanças é Shenzi, que se torna agora a líder incontestável do bando das hienas.

Outro momento inédito é uma batalha entre Shenzi e Nala no ato final, para deixar ainda mais evidente que a hiena é uma guerreira corajosa e, como comandante de seu grupo, não fugiria da poderosa leoa.

Nala

Se no original Nala encontra Simba quando estava atrás de comida para o bando, desta vez ela simplesmente vai embora em busca de ajuda para destronar Scar e seu exército de hienas.

No novo O Rei Leão, Nala observa Scar e planeja sua fuga, se escondendo do vilão em um dos momentos mais tensos do filme. Por fim, quem a ajuda na jornada é o pássaro Zazu, que desta vez não é preso quando o tio de Simba toma o poder.

A descoberta de Rafiki

Jon Favreau explorou mais o significado de ciclo sem fim com uma epifania de Rafiki sobre Simba estar vivo. Na animação de 1994, o sábio macaco era presenteado com o segredo pelo vento, quase uma visão mística e romântica de um sinal do salvador do reino.

Já agora, um pedaço da juba de Simba entra em uma longa jornada: os fios de cabelo servem de material para o ninho das aves, passa pelo estômago de uma girafa ao se misturar com alimento, se transforma em dejeto, que é carregado por insetos até chegar às formigas, que carregam folhas e o pelo de Simba até onde está Rafiki.