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Contra lei homofóbica, George Clooney e outros vão boicotar hotéis do Sultão de Brunei

O ator e diretor George Clooney - Jordan Strauss/Invision/AP
O ator e diretor George Clooney Imagem: Jordan Strauss/Invision/AP

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

03/04/2019 14h35

George Clooney, Elton John e Ellen DeGeneres, entre outras celebridades, expressaram apoio ao boicote dos hotéis do Sultão Hassanal Bolkiah, líder da nação de Brunei, após a aprovação de uma lei que passa a punir pessoas homossexuais no país com a morte por apedrejamento.

DeGeneres, especialmente, está envolvida com o boicote desde 2014, quando a proposta de lei foi primeiro apresentada pelo governo de Brunei. Ontem, a apresentadora e atriz renovou o seu compromisso de não utilizar os hotéis administrados pelas empresas de Bolkiah.

"Amanhã, o país de Brunei vai começar a apedrejar pessoas gays até a morte. Precisamos fazer algo agora. Por favor, boicotem estes hotéis. Levantem suas vozes agora. Espalhem esta notícia", escreveu no Twitter.

A lista divulgada por DeGeneres inclui vários estabelecimentos ao redor do mundo, incluindo o Hotel Bel-Air, em Los Angeles (EUA); o The Dorchester, em Londres (Reino Unido); o Le Meurice, em Paris (França); e o Hotel Eden, em Roma (Itália).

Clooney, enquanto isso, foi uma das primeiras vozes em Hollywood a pedir por uma renovação do boicote quando a lei estava prestes a ser aprovada e entrar em efeito em Brunei. Em um artigo para o site Deadline, o astro deixou a sua posição clara.

"Estes são bons hotéis. As pessoas que trabalham lá são gentis, prestativas, e não tem nada a ver com quem é dono destas propriedades. Mas sejamos claros: toda as vezes que nos hospedamos nestes hotéis, ou fazemos reuniões neles, ou jantamos neles, estamos colocando dinheiro no bolso de homens que escolheram apedrejar ou chicotear até a morte os seus próprios cidadãos, pelo fato de serem gays ou terem cometido adultério", escreveu.

"Brunei é uma monarquia, e certamente o boicote vai adiantar pouco para mudar estas leis. Mas vamos mesmo continuar ajudando a pagar por estas violações de direitos humanos? Vamos mesmo continuar financiando o assassinato de civis inocentes? Eu descobri, com o passar dos anos, que você não pode causar vergonha neste tipo de governante, mas pode causar vergonha nos bancos que fazem negócios com eles", completou.

O músico britânico Elton John reagiu ao artigo de Clooney pouco depois de sua publicação, se juntando ao boicote. "Eu acredito que todos os amores são iguais, e que escolher quem amamos é um direito humano", escreveu o ícone LGBTQ+ no Twitter.

"Onde quer que nós estejamos, meu marido David e eu merecemos ser tratados com respeito e dignidade, assim como os milhões de pessoas LGBTQ+ ao redor do mundo. Eu quero elogiar o meu amigo, George Clooney, por se opor à discriminação que está acontecendo na nação de Brunei", completou.

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