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Cedric Gibbons, o cara que criou a estatueta do Oscar e levou 11 para casa

Cedric Gibbons com a estatueta do Oscar, que ele criou - Reprodução
Cedric Gibbons com a estatueta do Oscar, que ele criou Imagem: Reprodução

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

16/02/2019 04h00

Poucos prêmios do cinema são tão cobiçados quanto o Oscar. No próximo dia 24, os atores, diretores, produtores e técnicos que vencerem a disputa vão levar para casa a icônica estatueta de cerca de 35 cm e 3,8 kg. Vão levar também a criação de Cedric Gibbons, um dos responsáveis por construir as bases do que Hollywood é hoje.

Nascido na Irlanda e treinado para seguir a carreira do pai como arquiteto, Gibbons logo se rebelou contra as vontades da família e seguiu o caminho da arte, eventualmente se tornando um dos designers de produção mais prestigiados da era de ouro de Hollywood. No caminho da ilustre carreira, levaria para casa nada menos do que 11 das estatuetas do Oscar que ajudou a criar para a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Em 1928, Gibbons foi um dos artistas que ajudou a fundar a Academia. Na hora de desenhar o Oscar, quis apostar em algo simples, que sobrevivesse ao tempo e às tendências estéticas que chegariam e passariam através das décadas -- desde sua concepção, a estatueta só mudou mesmo de tamanho (era menor nos primeiros anos) e de base (a atual plataforma preta já foi dourada, e também um pouco mais achatada).

Cena de "O Mágico de Oz" (1939) - Divulgação/IMDb
Cena de "O Mágico de Oz" (1939)
Imagem: Divulgação/IMDb

Criando um império

Gibbons foi contratado aos 22 anos, em 1915, por Samuel Goldwyn, que tinha grandes ambições para o seu (até então) pequeno estúdio cinematográfico. Eventualmente, ele se tornaria chefe do departamento de arte da MGM (Metro-Goldwyn-Mayer), uma das gigantes da Hollywood clássica, e supervisionaria pessoalmente a criação de cada um dos filmes do estúdio.

Como resultado, sua filmografia inclui nada menos do que 1.500 créditos, embora em muitos longas ele não tenha realmente "colocado a mão na massa". O diretor Vincente Minnelli, cuja principal colaboração com Gibbons foi "Sinfonia de Paris" (1951), que rendeu ao artista um de seus Oscar, o caracterizou como "o grande cardeal do departamento de arte", presidindo sobre "um reino medieval" de súditos e artesãos.

Influência inegável

De uma forma ou de outra, o currículo de Gibbons é tão extenso que nem mesmo suas 39 indicações ao Oscar (incluindo por clássicos como "O Mágico de Oz" e "Quo Vadis?") e 11 vitórias (por filmes como "Orgulho e Preconceito" e "À Meia-Luz") conseguem cobrir todos os momentos marcantes do cinema americano que ele ajudou a construir.

Por exemplo: em seu último ano antes de aposentar, 1956, ele ajudou a conceber os sets de "Planeta Proibido", um dos maiores clássicos da ficção científica. O seu trabalho transformaria o gênero para sempre, criando a visão futurista clean e metálica que veríamos em "Star Trek", "Star Wars" e virtualmente qualquer outro filme marcante de ficção.

Cedric Gibbons com sua primeira mulher, Dolores Del Río - Reprodução/IT
Cedric Gibbons com sua primeira mulher, Dolores Del Río
Imagem: Reprodução/IT

Um perfeccionista

A abordagem detalhista do artista, no entanto, fazia com que ele fosse um homem difícil de se agradar. Gibbons foi casado duas vezes, ambas com atrizes celebradas por sua beleza: Dolores Del Río (o relacionamento durou entre 1930 e 1941) e Hazel Brooks, com quem ficou de 1943 até sua morte, em 1960.

Brooks tinha 19 anos quando se casou com o artista, então aos 50. Sobre suas conturbadas relações amorosas, Gibbons famosamente disse: "Quando eu vejo algo que gosto, não sinto a necessidade de mudar nada -- a não ser quando estamos falando de mulheres". 

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