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Liam Neeson aparece em pré-estreia cancelada de "Vingança a Sangue Frio"

O ator Liam Neeson - Evan Agostini/Invision/AP
O ator Liam Neeson Imagem: Evan Agostini/Invision/AP

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

06/02/2019 18h09

A Lionsgate cancelou o tapete vermelho para a imprensa na pré-estreia de "Vingança a Sangue Frio" na terça-feira (6), mas isso não impediu que Liam Neeson aparecesse no evento, apesar das polêmicas declarações recentes do ator.

Segundo a Variety, assim que a exibição do filme foi encerrada, o protagonista estava no saguão do AMC Loews Lincoln Square, em Nova York. O ator segurava uma caneca de café e usava um boné de baseball.

O site aponta que ele tirou fotos com algumas pessoas antes de deixar o prédio.

A polêmica começou durante entrevista do ator para o "The Independent" na segunda-feira (4), quando ele revelou que já pensou em "matar um homem negro". A declaração aconteceu durante as entrevistas para promover seu novo épico de ação, em que interpreta um homem buscando vingança pela morte de seu filho.

Neeson refletiu sobre seu próprio relacionamento com a vingança."Eu espero que você nunca tenha alguém muito próximo a você ferido em circunstâncias criminosas", comentou Neeson, dizendo que "conseguia entender" o instinto de vingança de seu personagem.

O ator contou que, certa vez, voltou para sua casa em Londres (no Reino Unido) após uma viagem e descobriu que uma de suas melhores amigas havia sido estuprada. "Ela lidou com tudo de forma extraordinária, foi muito forte", comentou. "Mas minha reação imediata foi... Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro", continuou Neeson. "Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse".

"Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse matá-lo", completou.

Após as declarações, o ator de 66 anos negou ao programa "Good Morning America", da emissora americana ABC, ter preconceito: "Não sou racista". Ele explicou que "nunca tinha experimentado esse sentimento antes". "Foi um impulso primitivo de atacar alguém".