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Cuarón comemora indicações de "Roma" ao Oscar: "Público quer diversidade"

Alfonso Cuaron posa com seus dois Globos de Ouro por "Roma" - Mark Ralston/AFP
Alfonso Cuaron posa com seus dois Globos de Ouro por "Roma" Imagem: Mark Ralston/AFP

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

22/01/2019 15h40

Alfonso Cuarón leva o sucesso de "Roma" nas indicações ao Oscar como um sinal de que "a Academia e o público querem mais diversidade nos cinemas". O filme, bancado pela Netflix, foi indicado em 10 categorias.

Quatro destas indicações vão pessoalmente para Cuarón: melhor direção, melhor fotografia, melhor roteiro original e melhor filme (o cineasta é também um dos produtores). O mexicano se torna assim um dos indivíduos mais indicados em uma única edição da história do Oscar.

Cuarón admite que, quando começou a criar "Roma", filme que reflete as suas experiências de infância no México politicamente turbulento dos anos 1970, achou que "seria um filme pequeno, que não seria visto por muita gente".

"Eu sabia que era algo que eu precisava fazer, para mim mesmo, emocionalmente", comentou em entrevista ao "The Wrap". "Eu comecei a me surpreender no Festival de Veneza, e depois, conforme levávamos o filme ao redor do mundo. Era incrível ouvir as reações emocionais das pessoas".

"Essa jornada me mostrou que a experiência humana tem muito em comum, e que feridas que eu achei que apenas eu e minha família tínhamos, ou que apenas eu e meu povo tínhamos, são mais universais", disse ainda.

"Eu acho que a Academia está se tornando cada vez mais inclusiva e diversa, e não é só a Academia. O público também está faminto por mais diversidade", continuou. "Isso é uma ótima notícia. Deveria ter acontecido décadas atrás, mas que bom que está acontecendo agora".

O cineasta não hesitou ao responder quais das 10 indicações do filme tem um "gostinho especial" para ele. "Sem dúvida, as indicações de Marina [de Tavira, como melhor atriz coadjuvante] e Yalitza [Aparício, como melhor atriz]. Elas são o coração do filme. Se as pessoas amam 'Roma', é por causa delas", disse.