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Em entrevista de 1998, diretor de "Green Book" diz que mostrou o pênis para Cameron Diaz

Angela Weiss/AFP
O diretor Peter Farrelly durante a festa do National Board of Review, em Nova York Imagem: Angela Weiss/AFP

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

10/01/2019 09h04

Uma polêmica entrevista publicada em 1998 pela revista "Newsweek", em que o diretor Peter Farrelly assume que mostrou seu pênis para a atriz Cameron Diaz durante as filmagens de "Quem Vai Ficar Com Mary?", voltou à tona após ele ter ganhado o Globo de Ouro de melhor roteiro pelo filme "Green Book: O Guia".

Conhecido por dirigir filmes de comédia pastelão, como "Debi e Lóide", "Eu, Eu Mesmo e Irene" e "O Amor é Cego", o diretor teve a polêmica entrevista resgatada pelo site "The Cut". Na reportagem, eles destacaram que Farrelly agora tenta se afastar do passado politicamente incorreto em que encorajava o público a rir sobre uma obesa Gwyneth Paltrow ou de esperma usado como gel de cabelo por Cameron Diaz.

Na ocasião, Cameron Diaz comentou a situação. "Quando um diretor mostra o pênis dele na primeira vez que você encontra com ele, é preciso reconhecer o gênio criativo", disse.

Procurado pela revista The Cut, o diretor afirmou que mostrar o pênis para as atrizes não passava de uma pegadinha e que ele fez isso com outras pessoas. "Verdade. Eu era um idiota. Eu fiz isso há décadas e achava que estava sendo engraçado, mas a verdade é que estou constrangido e isso me envergonha atualmente. Eu sinto muitíssimo", disse.

Tuíte polêmico

O filme "Green Book" está acumulando controvérsias também em outras áreas, desta vez, causada por um tuíte xenófobo de 2015 do roteirista Nick Vallelonga. No tuíte, ele concorda com afirmações do presidente Donald Trump sobre uma suposta comemoração de muçulmanos de Nova Jersey após a queda das Torres Gêmeas. "100% correto. Muçulmanos em Nova Jersey comemoraram quando as torres caíram. Eu vi, assim como você, provavelmente na CBS News local", escreveu Vallelonga. A mensagem foi deletada após as polêmicas.

"Green Book: O Guia", ao contrário dos antigos filmes do diretor, em nada tem a ver com o humor pastelão. Pelo contrário. Ele narra a viagem de um pianista negro pelo sul dos Estados Unidos, que contrata um motorista branco para protegê-lo até o local onde faria um show. O filme tem previsão de estreia para 24 de janeiro.

Errata: o texto foi atualizado
10/01/2019 às 13h36
O texto informava erroneamente que o Peter Farrelly ganhou o Globo de Ouro de melhor diretor. Na realidade, quem levou o prêmio foi Alfonso Cuaron, por "Roma". A informação foi corrigida.

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