Topo

Lollapalooza


Gretna Van Fleet, a senhora de 88 anos que inspirou o nome da banda do Lolla

Reprodução
Gretna Van Fleet, 88, inspirou o nome da banda que se apresentará no Lollapalooza 2019 Imagem: Reprodução

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

07/01/2019 10h40

Gretna Van Fleet, 88, descobriu de uma maneira bastante peculiar que seu nome tinha inspirado o nome de uma banda de rock. Musicista, Gretna já tocou gaita de fole e bateria. Atualmente, toca violino na banda Holy Jeans, na igreja que frequenta, em Frankenmut, no estado americano do Michigan.

Seu amigos, portanto, não estranharam quando viram, alguns anos atrás, seu nome no letreiro da casa de shows Fischer Hall, na sua cidade natal, embora sem a letra "N". "Se sou eu, perdi os ensaios", ela respondia aos amigos. Além da igreja, Gretna dedica boa parte do seu tempo à família e a costura.

Para entender a coincidência, ela foi com o marido até o local do show e, só então, descobriu que seu nome tinha inspirado o Greta Van Fleet, que será uma das atrações do Lollapalooza deste ano no Brasil.

"Achei engraçado, mas não achei que eles durariam muito com esse nome maluco", disse Gretna em entrevista Detroit Free Press, de Michigan. "Não é meu estilo de música favorita e os meninos sabem disso", disse Van Fleet ao jornal. "Mas eu acho que eles são muito talentosos e eu os apoio".

A ideia de usar o nome de Gretna (retirando apenas a letra "N" para ficar mais fácil de soletrar) veio em 2012, quando eles eram apenas mais um grupo amador da cidade. Na época, o integrante mais novo da banda tinha apenas 13 anos.

Então, surgiu a oportunidade de fazer um show importante na cidade e eles não tinham um nome. Gretna surgiu quando o avô de Hauck (ex-baterista) falou despretensiosamente que precisava cortar a lenha para a senhora Gretna Van Fleet. "Na hora nós pensamos: 'Ual! Esse é um nome de banda!'", disse o baixista Sam Kiszka.

Os integrantes da banda Greta Van Fleet também são de Frankenmuth e logo que começaram a fazer sucesso, foram apontados como "salvação do rock" e "Led Zeppelin genérico". Ao UOL, o baixista Sam Kiszka disse que é uma honra ser comparado ao Led. "É a maior honra. É o maior troféu".