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"É uma honra ser comparado ao Led Zeppelin", diz baixista do Greta Van Fleet

A banda Greta Van Fleet - Reprodução
A banda Greta Van Fleet
Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

10/09/2018 04h00

Quatro moleques norte-americanos com pouco mais de 20 anos viraram a sensação da música desde o ano passado com o Greta Van Fleet, banda de rock tradicional que ganhou fama ao ser comparada com ninguém menos que o Led Zeppelin.

Os irmãos Josh (vocal), Jake (guitarra) e Sam (baixo), junto com Danny Wagner (bateria), transformaram-se para muitos na "salvação do rock", enquanto outros apenas veem uma banda cover de Robert Plant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham.

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"Ser comparado ao Led Zeppelin no mundo do rock é a maior honra, o maior troféu", analisa Sam em entrevista, por telefone, ao UOL.

Mesmo lembrando o grupo britânico na sonoridade crua e no vocal impressionante de Josh, o Greta Van Fleet vem de um passado calcado na soul music e o single "When the Curtain Falls", que abre as portas para o próximo projeto, é uma porrada sonora com personalidade. Eles anunciaram o lançamento de "Anthem of The Peaceful Army" para 19 de outubro. Veja a capa abaixo

"Soltamos essa música primeiro porque capta exatamente o que estamos querendo. É uma grande introdução para o novo álbum", define o músico.

Dividindo as opiniões e aumentando cada vez mais o número de fãs -- inclusive o próprio Robert Plant, que elogiou o quarteto --, Sam revela se a banda tem planos de vir ao Brasil, garante que o rock não está morto e explica como é ser comparado a todo momento com o Led Zeppelin.

Greta Van Fleet é uma das bandas mais promissoras da nova geração. Como vocês se sentem com isso, acaba rolando uma pressão?

Eu acho que há um pouco de pressão associada com o que estamos fazendo. Especialmente com a pressão que as pessoas colocaram nos nossos ombros [risos], mas eu diria que isso é rock n' roll. Eu realmente não acho que o rock está morto, somos apenas quatro caras que adoram música. Eu acho que nosso objetivo é melhorar nosso estilo, melhorar a nossa música e sermos os melhores músicos trabalhando juntos. Existe uma pressão, mas não somos os únicos a ter isso.

Mesmo sendo excelente para o marketing, as comparações com o Led Zeppelin acabam sendo incômodas de alguma forma?

De certa forma é incômodo, porque às vezes é de uma forma engraçada, eu não acho que você possa comparar algo a Led Zeppelin. Mas ser comparado ao Led Zeppelin no mundo do rock é a maior honra, o maior troféu, na minha opinião. E eu agradeço essas pessoas, porque realmente é uma honra.

Há rumores de que a banda virá ao Brasil ano que vem no Lollapalooza. Vocês podem adiantar alguma coisa?

O que eu posso dizer é que estaremos no Brasil em breve. Na verdade, nunca estivemos na América do Sul, e, especialmente pelo Brasil, estou muito animado. Quero chegar aí e ver a cultura, as pessoas. Ouvimos coisas maravilhosas sobre o país e estamos animados. Claro que vimos por fotos, e as paisagens são sempre lindas.

O pop e o hip-hop dominam a indústria musical, principalmente o mercado jovem. Como é convencer um adolescente de 15 anos que o rock ainda é legal em 2018?

Eu acho que o rock tem um tipo de poder mágico. Ele atinge qualquer idade e qualquer cultura. E ele faz todos nós humanos. E é uma coisa poderosa, é tudo música. É ela que nos tira do corpo, e atinge as nossas almas. Nós vemos o mesmo céu e respiramos o mesmo ar, é uma coisa mágica. É a coisa mais legal que temos no planeta Terra como seres humanos.

Vocês sempre fazem covers ao vivo e também têm alguns gravados. Como foi construída a identidade musical da banda?

As músicas que escolhemos vão ao encontro com o que ouvíamos enquanto crescemos. Algumas dessas músicas que escolhemos cantar são que causaram impacto nas nossas vidas, como "A Change is Gonna Come". Essa música é tão relevante agora quanto quando foi escrita há 50 anos. E é um exemplo de uma música eterna, que se mantém relevante até hoje. Nós crescemos com muito soul, muito Sam Cooke, Sammy Davis Jr, tudo isso.

Eu acho que uma das razões pela qual somos tão inspirados por eles é que eles fizeram o que nós queremos fazer. Queremos levar nossa a música para o futuro. Esses artistas pegaram a música tradicional folk e a eletrificaram, transformaram em algo novo. É isso o que é ser um artista, é reinventar, sempre ser novo e fazer coisas relevantes. Esse é o círculo natural da arte. 

Com a boa repercussão de "When the Curtain Falls", o que podemos esperar do novo álbum "Anthem of the Peaceful Army"?

Acho que é uma grande cápsula de tempo. Nós sentimos que já estávamos escrevendo material para este álbum há algum tempo. Ao mesmo tempo, a gente fica querendo lançar logo (risos). A razão pela qual soltamos primeiro "When the Curtain Falls" foi porque capta exatamente o que estamos querendo. É uma grande introdução para o álbum. Acho que colocamos o clima do EP duplo [o sensacional "From the Fires", lançado em novembro de 2017] no disco.