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Filmes e séries


Número de mulheres diretoras em Hollywood foi menor em 2018 do que em 1998

Divulgação/Variety
Karyn Kusama dirige Nicole Kidman em "O Peso do Passado" Imagem: Divulgação/Variety

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

03/01/2019 11h20

Um novo estudo da San Diego State University, nos EUA, indicou que o número de mulheres na direção em filmes de Hollywood diminuiu nas últimas duas décadas. Batizado de "Celluloid Ceiling", o estudo publicou seus resultados nesta quinta-feira (3). A "Variety" repercutiu os números.

Segundo o levantamento comandado pela pesquisadora Martha Lauzen, apenas 8% dos 250 filmes mais lucrativos de 2018 foram dirigidos por mulheres. Em 1998, este número era de 9%, enquanto em 2017 a porcentagem estava em 11%.

O estudo também mapeou a presença feminina em outras funções de bastidores. 27% dos filmes pesquisados tinham mulheres como roteiristas, 26% tinham mulheres como editoras, e apenas 4% tinham mulheres como diretoras de fotografia.

A maior representação feminina por trás das câmeras ocorre nos campos executivos e de produção. 58% dos filmes pesquisados tinham mulheres como produtoras executivas, enquanto 73% tinham mulheres como produtoras.

O estudo fez a conta de 3.076 funcionários empregados por trás das câmeras nos 250 filmes mais lucrativos de 2018, concluindo que 20% deles eram mulheres. A porcentagem cresceu em relação a 2017, ano em que a soma da presença feminina nos cargos de bastidores marcou 18%.

"O estudo traz evidências de que a larga mudança positiva prevista pelos obervadores da indústria ainda não aconteceu. É improvável que eles melhorem com os esforços individuais de algumas pessoas ou estúdios", comentou Lauzen.

"Sem uma ação em larga escala comandada pelos principais jogadores de Hollywood - os estúdios, as agências de talento, os sindicatos - é improvável que veremos uma mudança. A diferença entre os 8% de representação feminina e a paridade real é grande demais", completou.