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Atrizes comparecem a tribunal onde nova etapa de caso Weinstein foi decidida

Harvey Weinstein - Eduardo Munoz Alvarez/AFP
Harvey Weinstein Imagem: Eduardo Munoz Alvarez/AFP

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

20/12/2018 13h01

As atrizes Marisa Tomei ("Homem-Aranha: De Volta ao Lar") e Kathy Najimy ("Abracadabra") compareceram ao tribunal da Suprema Corte de Nova York onde, durante a tarde, uma nova etapa do casso de assédio e abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein foi decidida.

Tomei não quis falar à imprensa do lado de fora no tribunal, segundo o "Vulture", mas Najimy deu uma breve declaração: "Eu estou aqui para observar os procedimentos e apoiar as vítimas".

Em uma breve conferência de pouco mais de dez minutos com os advogados, o juiz decidiu que Weinstein vai enfrentar julgamento em 7 de março de 2019.

Weinstein foi indiciado em julho pelo assédio de três mulheres: Lucia Evans, Mimi Haleyi e uma terceira acusadora, que não teve seu nome revelado. O produtor foi brevemente preso antes de pagar fiança para esperar julgamento em liberdade.

Nos meses desde o começo da tramitação do caso na sistema judicial americano, alguns problemas começaram a surgir. Os advogados de Weinstein conseguiram apontar falhas na conduta dos promotores públicos que fizeram as acusações, e a acusação de Evans acabou sendo excluída do processo.

Marisa Tomei no SAG Awards 2018 - Getty Images - Getty Images
Marisa Tomei no SAG Awards 2018
Imagem: Getty Images

Isso porque os promotores não revelaram para os advogados do produtor a existência de uma testemunha cujo depoimento poderia jogar luz negativa, no olhar do júri e da opinião pública, sobre a acusação.

Evans alega que, em 2004, Weinstein prometeu-lhe um trabalho em um dos filmes de seu estúdio caso ela fizesse sexo oral nele. A testemunha, que conhecia Evans na época, indica que ela aceitou a proposta, ao invés de ser forçada fisicamente pelo produtor.

Ainda há outras acusações levantadas pelos advogados do produtor contra a promotoria: segundo eles, por exemplo, o Detetive Nicholas DiGuardio, da polícia de Nova York, permitiu que uma das acusadoras apagasse e-mails e mensagens de seu celular antes de selá-lo como evidência no caso.