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Fãs de "Transformers" ignoram Paolla Oliveira e celebram voz de Optimus Prime

Iwi Onodera/UOL
Guilherme Briggs e Paolla Oliveira durante painel da CCXP Imagem: Iwi Onodera/UOL

Paulo Pacheco

Do UOL, em São Paulo

06/12/2018 16h48

Paolla Oliveira é uma das celebridades mais conhecidas do Brasil. Ela é ovacionada em qualquer evento... menos na CCXP 2018. A atriz global, que dubla o filme "Bumblebee", do universo "Transformers", foi menos idolatrada do que Guilherme Briggs, voz de Optimus Prime na franquia.

Durante o painel da Paramount Pictures, o apresentador anunciou Paolla Oliveira, que recebeu aplausos tímidos. Quando Briggs entrou no auditório, no entanto, foi ovacionada pelos fãs. A atriz do primeiro time da Globo reconheceu a importância do dublador para a franquia "Transformers" e se sentiu honrada por trabalhar ao lado dele em "Bumblebee".


O QUE ROLOU NA CCXP

"É difícil demais só para colocar a voz. É bonito participar de um trabalho desse ao lado desse cara incrível, que há anos dá voz a esse personagem tão importante, e fazer parte dessa cultura", elogiou Paolla.

"Ela já foi conquistada por 'Transformers'", retribuiu o dublador. Lorenzo Di Bonaventura, produtor da franquia, brincou: "Me too" ["Eu também", em inglês].

Em "Bumblebee", Paolla Oliveira empresta sua voz Shatter, vilã da história, que no original é interpretada por Angela Bassett.

A atriz revelou ser fã da saga dos carros robóticos e elogiou o protagonismo feminino. "Sou suspeitíssima, já fiquei ainda mais fã. Shatter nem se exalta. Manda fazer no mesmo tom. É maleficamente incrível. Eu me apaixonei por ela. É potente, brava e má. Muita gente me pergunta sobre essa condução feminina, acho muito legal".

A trama, ambientada na década de 1980, traz uma mulher como protagonista, Charlie Watson (Hailee Steinfeld), contrapondo a cultura de que carro é "coisa de homem". Ao completar 18 anos ela compra um Fusca, que se transforma em robô, chamado pela garota de "Bumblebee".

O produtor Lorenzo Di Bonaventura explicou por que escolheu uma mulher para protagonizar o filme: "Ouvimos os fãs, achamos que era a oportunidade de ir para a primeira geração, em 1987, época bem melhor do que hoje. Nosso diretor trouxe a inocência ao filme. Criamos uma história íntima e com uma líder mulher. Foi uma escolha nossa. Ela vai ter que tomar as mesmas decisões que um homem. A atriz é sensível e maravilhosa, traz mistério e experiência".

Briggs gostou de ver o filme ambientado nos anos 80, quando ele assistia ao desenho animado: "Quando vi 'Bumblebee', me lembrei do meu falecido pai, que tinha um Fusquinha azul. Talvez por eu ser mais velho, precisava de um filme mais nostálgico, sem tanta adrenalina".