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Showrunner defende mortes de personagens LGBTQ+ em "The Walking Dead"

Dia Dipasupil/Getty Images
Angela Kang, showrunner de "The Walking Dead" Imagem: Dia Dipasupil/Getty Images

Caio Coletti

Colaboração para o UOL

2018-11-26T09:42:19

26/11/2018 09h42

ATENÇÃO: SPOILER DE "THE WALKING DEAD" A SEGUIR

Após a exibição do episódio "Evolution", de "The Walking Dead", neste domingo (25), a showrunner Angela Kang teve que defender as críticas dos fãs sobre a morte de mais um dos personagens LGBTQ+ da série: Jesus (Tom Payne).

Em cena chocante do capítulo, Jesus é morto por um membro do grupo de sobreviventes conhecido como Sussurradores, que se vestem com peles de zumbis para se camuflar entre os mortos-vivos. O próprio ator disse que a morte é "injusta com os fãs", visto que Jesus parecia prestes a engatar um romance com Aaron (Ross Marquand).

"Temos muito orgulho de ter contado a história deste personagem maravilhoso. Jesus é um dos meus favoritos dos quadrinhos também. Para os nossos roteiristas que são LGBTQ+, ele era muito importante. Temos muita diversidade e representação na série, e isso é algo que nos dá orgulho", comentou Kang ao "The Hollywood Reporter".

"The Walking Dead" já causou polêmica anteriormente por matar os seus personagens LGBTQ+, como Eric (Jordan Woods-Robinson), Alisha (Juliana Harkavy) e Denise (Merritt Wever). A série ainda tem personagens regulares que são LGBTQ+, como Aaron e Tara (Alanna Masterson).

"Como somos uma série que lida com questões de vida ou morte, é difícil, porque qualquer personagem que matarmos está representando algum grupo importante na TV. Eu gostaria que as outras séries se empenhassem na diversidade também, assim a atenção não cairia toda em cima de nós", se queixou Kang.

"Temos uma sala de roteiristas bem diversa. É difícil. Eu sou coreana, e matamos o nosso único personagem coreano [Glenn] um tempo atrás. Ainda temos muitos personagens regulares que são LGBTQ+, porque amamos essa representação. É importante para nós, na frente e atrás das câmeras", assegurou.

Divulgação
Tom Payne como Jesus em "The Walking Dead" Imagem: Divulgação

Novo casal

Kang ainda frisou que um novo casal LGBTQ+ será explorado na nona temporada: ela fala de Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura), líderes de um novo grupo de sobreviventes que foi introduzido há alguns episódios.

"Elas são definitivamente um casal. Elas não anunciam isso para todo mundo, porque é parte da personalidade delas, e porque estão buscando segurança. Nós vemos na série como elas se apoiam, e ainda as veremos se beijando", garantiu.

"Elas são sobreviventes. Optamos em mostrar o romance da forma mais real possível. Gays ou heterossexuais, elas estão só tentando entender se esse novo grupo de sobreviventes que encontraram é confiável", disse.

Quanto a Aaron e um possível romance em seu futuro, Kang é mais cautelosa. "Ele está em um lugar emocional bem complicado. Sua história é sobre liderança. Ele está pensando como ser um bom pai para Gracie", refletiu.

"Isso não significa que não há um relacionamento para ele. Estamos tentando contar a sua história da melhor forma possível. A morte de Jesus, alguém de quem ele era tão próximo, sem dúvida vai afetá-lo neste sentido", completou.

"The Walking Dead" retorna em 2019, ainda sem data definida.

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