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Quem é Aldair Playboy, dono do hit "Amor Falso" e novo parceiro de Safadão

Marcelo Venâncio/Imaginar Filmes
O cantor paraibano Aldair Playboy Imagem: Marcelo Venâncio/Imaginar Filmes

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

07/06/2018 04h00

Uma mistura de funk com forró e sertanejo que dá em pop. Foi na tentativa de modernizar o "batidão da Paraíba" que surgiu o hit "Amor Falso", umas das músicas mais tocadas no Brasil nas últimas semanas. O responsável é Aldair Playboy, cantor de João Pessoa que até pouco tempo apostava no proibidão, mas se encontrou no estilo romântico. A nova musicalidade ampliou o seu público e também sua popularidade para fora do Nordeste.

"Me identifiquei muito com esse estilo romântico. É top, porque atinge não só o público jovem, como também um pessoal de mais idade, crianças... Com as outras músicas não tinha como eu alcançar esse tipo de público. Está sendo uma mudança na minha vida", admite o cantor em entrevista ao UOL por telefone durante uma pausa na estrada entre um show e outro da agenda já bem mais concorrida que há alguns meses.

"Amor Falso" realmente levou a carreira do jovem de 21 anos a outro patamar. A música tem quase 500 mil acessos diários só na plataforma de streaming Spotify. Por lá está entre as top 5 das 50 mais tocadas no Brasil (já alcançou a primeira posição na lista nacional) e no top 10 do mundo entre as virais. No Youtube, "Amor Falso" não sai da lista das 10 mais reproduzidas do Brasil.

Lançada há exatos dois meses, em 6 de abril, "Amor Falso" viralizou e rendeu um contrato e parcerias de peso para Aldair Playboy. Ele assinou com o escritório de Wesley Safadão em maio e, menos de um mês depois do lançamento da música original, regravou e lançou “Amor Falso” ao lado do patrão e de MC Kevinho. A nova versão fez com que agora ele apareça até duas vezes nas listas de mais tocadas. E os clipes, somados, estão perto de alcançar 30 milhões de visualizações.

"Até agora estou achando que é um sonho. Foi tudo muito rápido, explodiu rápido demais. Eu lancei um vídeo cantando ela no Instagram e quando foi no outro dia já tinha aumentado muito o número de seguidores, e muita gente comentando. De repente já estava rodando o Nordeste todo esse vídeo de eu cantando só o refrão da música. Eu fiquei sem acreditar, e ainda estou”, diz.

A composição, dos cearenses MC Rogerinho, Walber Cassio e Felipe Ennzo, não foi bem aceita de cara pelo paraibano, acostumado com os proibidões que agitavam os bailes. “Eles sempre me mandavam canções, mas achei que essa não tinha o meu estilo musical, pois era muito romântica. Eu fazia mais músicas animadas. Mas resolvi apostar”, conta Aldair.

O sucesso no Nordeste estava praticamente garantido, o que fez ele adiantar o lançamento da música. A surpresa veio quando “Amor Falso” também estourou em outras regiões do país. “Ninguém esperava, nem eu esperava. O nosso ritmo soa diferente para o resto do Brasil, é uma coisa nova. O público nordestino sempre abraça coisa nova, mas eu não tinha noção que o pessoal do Sul ia abraçar esse estilo musical também.”

O sucesso de “Amor Falso” abre ainda portas para outros representantes do ritmo conhecido como “batidão romântico”, como o cantor de 11 anos MC Bruninho, de Recife, que divide as paradas nacionais e internacionais com Aldair Playboy com a música “Jogo do Amor”.

“Estou muito feliz que hoje virei uma referência para todos aqueles que estão batalhando, tem muitos amigos meus de João Pessoa que ainda estão lá nessa luta de um dia alcançar esse status. Hoje o mercado se abriu pra gente e todo mundo vai poder trabalhar, ser mais reconhecido e bem recebido nos lugares.”

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Mistura de Safadão, Rodriguinho e Chris Brown

A trajetória de Playboy cruza com a de Safadão não só na parceria musical. Ela também traz algumas coincidências.

O cantor paraibano começou em um grupo, o Swing dos Playboys, até sair em carreira solo. Com o apelido herdado da antiga banda, batalhou alguns anos até emplacar a carreira solo. Conseguiu sucesso primeiro no Nordeste, para depois ficar conhecido em todo o Brasil.

Mas Aldair também tem outros ídolos. No Brasil, diz admirar Rodriguinho, ex-Travessos, com quem é constantemente comparado por causa dos cabelos descoloridos. "Vira e mexe me perguntam se sou filho dele". Já sua maior referência internacional é o rapper norte-americano Chris Brown.