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Virada Cultural

Prefeitura estima público de 3 milhões na Virada; palco vazio em Itaquera será revisto

Mariana Pekin/UOL
Show em homenagem a Legião Urbana reuniu um dos maiores públicos desta edição do evento Imagem: Mariana Pekin/UOL

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

20/05/2018 20h36

O secretário da Cultura de São Paulo André Sturm afirmou que o evento deste ano foi um sucesso e teve proporção maior, tanto em público quanto em atrações, do que nas edições anteriores.

"O resultado foi muito positivo, estamos satisfeitos. Foi uma Virada que teve mais de 1.000 atrações. A estimativa é de aproximadamente 3 milhões de pessoas, sendo dois milhões no centro e um milhão espalhado pela cidade", afirmou Sturm, em coletiva na noite deste domingo (20) para fazer um balanço da Virada.

"Alguns acertos foram os Parques de Diversões, que sempre estavam lotados. O cinema também funcionou, assim como os palcos aqui do centro, que incrementamos na programação", disse.

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O secretário também divulgou alguns números de público de algumas apresentações. Marcelo D2 levou 50 mil ao Palco Skate no sábado e outras 150 mil viram o cortejo de Caetano -- mesmo número de pessoas que compareceram ao palco no Jockey. 
O romantismo de Sidney Magal atraiu 10 mil pessoas, um pouco menos do que a apresentação de Os Paralamas do Sucesso, que reuniu 20 mil pessoas para encerrar o palco Histórias do Rock. Fora do Centro, o rapper Dexter foi destaque, levando 10 mil no Grajaú.
Entretanto, nem tudo deu certo no tradicional evento. O secretário admitiu que a programação na Zona Leste não rendeu o que a prefeitura imaginava. Durante as 24 horas, o local teve participação pífia do público. "Infelizmente, o Palco do Itaquerão não funcionou. Vamos avaliar depois com mais cuidado. Não sabemos por que não deu certo. Pedimos para os artistas também fazer relatório e quarta faremos uma reunião."

Felipe Branco Cruz/UOL
Público cadeirante acompanha da Virada Cultural os shows na Arena Corinthians, em Itaquera Imagem: Felipe Branco Cruz/UOL

O secretário explicou alguns atrasos, principalmente no cortejo. E a culpa foi de São Pedro. "No sábado, não veio a chuva à noite mas veio de manhã. Então tivemos alguns problemas e conseguimos recuperar para ficar praticamente pronto a partir das 18h. Houve alguns atrasos mas conseguimos mudar isso com rapidez".

Segurança

Uma viatura policial e duas delegacias foram depredadas durante a Virada, mas André afirma que foram casos isolados e que a sensação de segurança foi sentida por quem estava na rua. "Não temos registros de nenhuma ocorrência mais grave. O que temos foi uma viatura depredada, mas é um caso isolado. Não acho que sejam atos causados pela Virada. As pessoas circulavam com tranquilidade, mesmo com alguns palcos lotados".

"A gente vive um momento em que parece que cultura é sinônimo de coisa ruim. E fazer um evento desse com 2 milhões no centro e não ter nenhum boletim de ocorrência mostra que sim, podemos conviver juntos e que a cultura é fundamental nisso. A Virada é um exemplo de possibilidade de convivência", completou.

Sturm falou também sobre o alojamento dos moradores do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou em São Paulo após incêndio no dia 1º de maio. Os moradores reunidos no Largo do Paissandu alegam descaso da prefeitura com o acampamento durante o evento.

"A gente tirou o palco do Largo do Paissandú. Não tinha como fazer a virada ali. De outro lado, a Virada pode ter feito a experiência de ver isso, de quem passa pelo local e vê as pessoas nessa posição. Tenho certeza que isso tem um efeito positivo de quem passou por lá."

Reprodução/Twitter
Viatura da Polícia Civil foi depredada e pichada durante Virada Cultural Imagem: Reprodução/Twitter

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