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Metal, câncer, bebedeiras e Brasil! 5 curiosidades da autobiografia de Bruce Dickinson

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Bruce Dickinson e seu livro de memórias: "Bruce Dickinson, Uma Autobiografia - Para Que Serve Esse Botão?" Imagem: Reprodução

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

10/04/2018 04h00

"Bruce Dickinson, uma Autobiografia: Para Que Serve Esse Botão" é o primeiro livro em que o consagrado vocalista do Iron Maiden resgata momentos importantes de sua vida musical, deixando de lado esposas, filhos, divórcios e atividades empresariais. Ou seja, o livro de 315 páginas foi pensado para os fãs de música, que querem saber bastidores do Maiden, escalada para o sucesso com o Samson, a descoberta de sua voz icônica, a paixão pelos aviões, as influências como Deep Purple e Jethro Tull e muitas outras curiosidades de uma vida corrida tanto em solo quanto nas alturas. Veja abaixo alguns momentos imperdíveis da obra.

Um elogio e um vômito

Ian Gillan fazia a cabeça do jovem Bruce. As notas agudas e o vocal rasgado do britânico em "Speed King" transformaram a vida do garoto, que viu no vocalista do Deep  Purple  um herói. Quando estava na faculdade, Bruce trabalha no centro de eventos, organizando shows aqui e acolá. Com telefone e tempo disponíveis, ele ligou inúmeras vezes para o empresário do Gillan para ver se conseguiria conhecer o ídolo. Anos depois, quando estava no Samson, Bruce e banda fizeram uma pequena turnê ao lado de Gillan, naquela época em carreira solo. Não foi o esperado. O eterno vocalista do Purple estava cantando mal, se arrastando no palco e a imagem de um herói foi se apagando.

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A gravação do segundo disco com o Samson foi feito justamente no estúdio de Gillan. Após a banda gravar alguns takes, o dono do local chegou e deu uma ouvida no material. "Vocal bacana. Ótimos gritos", disse o experiente músico sem muito entusiasmo. Subitamente, Bruce sentiu uma vontade urgente de vomitar e saiu correndo direto para o banheiro. Muita emoção ao ser elogiado? Que nada, ele tinha fumado um baseado que não caiu muito bem, ainda mais depois de matar quatro cervejas no pub. Ele garante que toda vez que encontra com Gillan é zoado pelo parceiro de profissão.

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Bruce Dickinson e Steve Harris se apresentam com o Iron Maiden no Rock in Rio de 1985 Imagem: Reprodução

1ª vez no Brasil

No livro, o vocalista do Iron Maiden separa um capítulo inteiro para explicar a loucura do Rock in Rio I, de 1985, em que o Iron  Maiden tocou na mesma noite que o Queen. Bruce destaca aquela apresentação como um divisor de águas para o grupo de heavy metal, abrindo diversas portas no mercado da América Latina. "Na chegada ao Rio, nossas roupas quase foram rasgadas por fãs histéricos. Fomos perseguidos a caminho do hotel na praia de Copacabana, e o prédio era cercado 24 horas por dia por centenas de tietes", lembra o cantor na autobiografia.

Bruce garante que o público de 300 mil pessoas foi o maior da sua carreira. Mas algumas coisas não deram muito certo. Ele quebrou o pau com o responsável pela mesa de som, chegando até a abrir a cabeça com a guitarra em um momento de raiva. "Ajeita a porra desse som, não fica parado aí feito um peixinho-dourado. Ajeita isso!", bradou o cantor durante a apresentação. Por fim, ele voltou ao hotel nas primeiras horas do dia seguinte e foi curtir a praia carioca. Ao seu lado, ninguém menos que Brian May, o guitarrista do Queen, aproveitava o sol.

Nicko é um "cagão"

Nicko McBrain substituiu Clive Burr como baterista do Iron  Maiden em 1982. O britânico gente fina sempre gostou de aprontar das suas, e é um dos palhaços da banda de heavy metal. Mas uma das situações foi impagável. O dono das baquetas e Martin Birch (produtor de "apenas" Iron Maiden, Black Sabbath e Whitesnake) mandavam bem no golf, tanto que tiveram a oportunidade de jogar em Wentworth [campo para os milionários ingleses]. Nicko adorava usar algumas roupas chamativas, o que não agradava os esportistas mais tradicionais.

Em um belo dia, enquanto Martin mirava para dar a tacada perfeita, seu companheiro de empreitada soltou um "peido violento, com direito a ar estufando o tecido da calça", lembra Bruce. Resumo da situação: "Nicko  McBrain havia cagado nas calças no gramado sagrado de Wentworth". Incrédulo, Martin sugeriu que ele enterrasse o "presentinho". Dito e feito.

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O vocalista Ronnie James Dio Imagem: Reprodução

A maior turnê do metal que não existiu

Imagina ir a um show com Ronnie James Dio, Rob Halford e Bruce Dickinson? O lineup dos sonhos dos metaleiros de plantão foi planejado em 2002, e Bruce contou alguns detalhes sobre o caso. Primeiro, ele exigiu que Dio integrasse a turnê, afinal, era um fã incondicional do extinto Rainbow. A expectativa dos empresários era uma turnê de sucesso, com casas de shows lotadas e dinheiro no bolso garantido. O vocalista tinha até escrito um single para o trio, em que adaptou as três bruxas de "Macbeth" para dividir entre os integrantes da turnê.

O fiel escudeiro de Bruce no Maiden, Rod  Smallwood, sugeriu Geoff Tate (vocalista do Queensrÿche), já que seria difícil conseguir Dio por causa de sua mulher, a empresária Wendy  Dio. Bruce não foi com a cara do "novato" e nem poupa críticas ao lembrar da história. "Um encontro com ele selou o destino do projeto. Não nos entendemos quanto a absolutamente nada. Para começo de conversa, eu nunca o quisera no trio". 

F*da-se o câncer!

Em dezembro de 2014, após finalizar as gravações para o álbum duplo "The Book of Souls", Bruce Dickinson foi diagnosticado com câncer de pescoço e de cabeça, resultado de uma HPV. "Eu permanecia por seis horas no hospital com uma sonda. Depois, tomava um coquetel de remédios para não vomitar e por último a cisplatina em si. Ficava doidão", escreve o vocalista. Foi uma luta dura por oito meses, com uma tentativa de cantar que o colocou com um pé atrás quanto a voltar a exercer sua profissão novamente.

"Ia ao pub. Um dia meu peito começou a coçar. Dei uma olhada. Minha barba estava caindo. Fui ao banheiro e cutuquei a parte de baixo do meu queixo e os pelos simplesmente saíram na minha mão", lembra Bruce. Ele perdeu nove quilos e recebeu altas doses de radiação por 45 dias. No fim, tudo deu certo. O vocalista do Iron  Maiden também explica que o HPV é normal, e que muitos ainda são preconceituosos com a doença.

Lucas Lima/UOL
26.mar.2016 - Bruce Dickinson se apresenta com o Iron Maiden para público de 41 mil pessoas no Allianz Parque, em São Paulo Imagem: Lucas Lima/UOL

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