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Mano Brown volta "armado e perigoso" e ensina passinhos no Lollapalooza

No palco Axe do Lollapalooza Brasil 2018, o rapper Mano Brown apresenta seu show solo "Boogie Naipe" - Ricardo Matsukawa/UOL
No palco Axe do Lollapalooza Brasil 2018, o rapper Mano Brown apresenta seu show solo "Boogie Naipe" Imagem: Ricardo Matsukawa/UOL

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

24/03/2018 19h31

“Voltei armado e perigoso”, disse Mano Brown ainda no início de sua apresentação solo no Lollapalooza no início da noite deste sábado. Mas quem esperava as batidas pesadas e a raiva característica nos versos do Racionais, encontrou um Brown sorridente, que arriscava passinhos e vocalizações.

O que saiu dos microfone também são mais crônicas dos encontros e desencontros amorosos da noite do que denúncias das mazelas da rua. Seu arsenal nesta noite foi outro: um legítimo baile de Black Music.

A bordo da sua nava-mãe, com 14 tripulantes, entre coro, metais, o gogó de ouro de Lino Krizz e a participação de Max de Castro na guitarra, Brown não apenas celebrou o funk e o soul, base do seu primeiro disco solo, “Boogie Naipe” (2016). O suingue e o balanço demorou, mas contagiou a plateia na terceira música, “Boa Noite São Paulo”, que recebeu até uma aula de dança do anfitrião.

“Zona Sul é a quebrada do balanço. Quem errar, pau no gato”, avisou Brown, lembrando que o Autódromo de Interlagos está ao lado do Capão Redondo. “Cadê a Zona Sul meu Deus do céu”, deixou escapar ao perceber que as quebradas estavam em menor número na plateia cheia.

“Em tempos de crise, dance”

Sem espaço para qualquer manifestação política, a proposta era clara: “Em tempos de crise, se for possível dance”, disse, depois de mandar “Dance, Dance, Dance”, a canção que sintetiza toda a proposta e o balanço do projeto paralelo aos Racionais. Nenhuma música do grupo teve espaço no repertório, mas o funk “Se ela Dança, Eu Danço” foi lembrada no final, quando até a massa abarrotada à espera do Imagine Dragons no palco ao lado se entregava para o groove.

O clima noturno e boêmio ganhou até uma mesa de bar no canto do palco, durante “Felizes”, com Brown e seus parças ostentando um copo de uísque e dando uns tragos num cigarro, embora ele tenha notado quando outra fumaça começou a rolar na plateia. “Cheirinho bom aí”, disse.