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Morre Carlos Heitor Cony aos 91 anos

Antônio Gaudério/Folhapress
O escritor Carlos Heitor Cony veste o fardão de membro da Academia Brasileira de Letras Imagem: Antônio Gaudério/Folhapress

Do UOL, em São Paulo*

06/01/2018 11h38

Carlos Heitor Cony, escritor, jornalista e colunista da "Folha de S.Paulo", morreu na noite de sexta-feira (5), por volta das 23h, aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, desde o dia 26 de dezembro devido a problemas no intestino e teve falência de múltiplos órgãos. A informação foi confirmada ao UOL pela ABL (Academia Brasileira de Letras).

O local do velório e do enterro ainda não foram definidos.

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Cronista ácido e de humor peculiar, Cony foi vencedor de três prêmios Jabuti e era o quinto ocupante da cadeira de número 3 da ABL desde 2000. Seu romance mais famoso, "Quase Memória", foi publicado em 1995 e vendeu mais de 400 mil exemplares.

Carlos Heitor Cony nasceu no Rio em 14 de março de 1926, filho do jornalista Ernesto Cony Filho e de Julieta Moraes Cony. Alfabetizado em casa, ele chegou a cursar a Faculdade de Filosofia da Universidade do Brasil, mas interrompeu antes de concluir o curso.

Com atuação nos principais jornais e revistas do país, começou a carreira em 1952 como redator no "Jornal do Brasil".

Sua estreia na literatura se deu com os romances "A Verdade de Cada Dia" (1957) e "Tijolo de Segurança" (1958), que receberam o Prêmio Manuel Antônio de Almeida, abrindo uma carreira de distinções literárias, entre elas o Prêmio Machado de Assis, em 1996, pelo conjunto da obra, e a comenda de Artes e Letras concedida em 2008 pelo governo francês. Seu poeta preferido era Ovídio e, para ele, o livro mais importante da história da humanidade é "As Viagens de Gulliver", de Jonathan Swift.

Ainda que tocando em temas políticos, a obra de Cony tinha como foco, antes de mais nada, as relações humanas. E o modo como tratou esses temas deu ao autor a pecha de pessimista inveterado.

Foi preso diversas vezes durante a ditadura militar. E, em 2004, o Ministério da Justiça concedeu a ele uma pensão vitalícia de R$ 23 mil, valor correspondente ao salário que receberia como redator-chefe de uma publicação.

Além de romancista e do trabalho de jornalista, ele também foi diretor de teledramaturgia da TV Manchete, entre 1985 e 1990, e assinou a autoria de novelas como "A Marquesa de Santos" e "Dona Beja".

Em 2001 foi diagnosticado com um câncer linfático e, por causa da quimioterapia, ficou com dificuldade de locomoção, perdeu força nos braços e nas pernas. Em 2013, levou um tombo na Feira de Frankfurt, na Alemanha, e desde então já não se sentia tão bem: a queda fez um coágulo na cabeça e aumentou os cuidados com a saúde.

Cony era casado com Beatriz Latja e tinha três filhos: Regina, Verônica e André.

*Com informações da Agência Estados

Casarin: "Como vai, Cony?" "Vou mal"; um bate-papo com Cony

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