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Nicholas Sparks é recebido com histeria e longas filas na Bienal do Rio

Fabíola Ortiz/UOL
Nicholas Sparks distribuiu autógrafos e tirou fotos com fãs na Bienal Imagem: Fabíola Ortiz/UOL

Fabíola Ortiz

Do UOL, no Rio de Janeiro

31/08/2013 14h30

Histeria e longas filas marcaram o encontro do best-seller americano Nicholas Sparks na Bienal do Livro no Rio, na tarde deste sábado (31), com fãs brasileiros. De acordo com a organização, às 9h já havia mais de 1.000 pessoas a espera para conseguir 300 senhas que seriam distribuídas para a palestra do autor.

Segundo a editora Sextante, estava previsto que Nicholas Sparks fizesse uma palestra às 12h de 45 minutos, conversasse com o público e desse autógrafo para o público dentro do auditório. Em função das longas filas, a distribuição de senhas foi cancelada.
 
Sparks está no Brasil para o lançamento inédito de “Uma Longa Jornada”. Depois de passar por Curitiba e São Paulo para autografar os livros, o escritor foi recebido por uma legião de fãs cariocas. Em recente entrevista ao UOL, Sparks chegou a declarar que "escrever é um sofrimento".
 
“Ele é demais, é lindo. Eu amo ele!”, foi assim que a adolescente de 17 anos Jéssica Leôncio descreveu o que sente após quatro horas de fila. A jovem que já leu quatro livros do americano vive em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e conta ter madrugado para chegar bem cedo ao Riocentro, onde fica a Bienal.
 
Confusão e tumulto na entrada
“Deu confusão, muita gente caiu, fui pisoteada. As pessoas saíram correndo para pegar as 300 senhas. Quando fui pegar às 9h, já tinham acabado”, lamentou Jéssica. Ela conversou com o UOL quando enfrentava o tumulto de gente perto da porta do auditório. Dali seria pela menos mais uma hora até conseguir um autógrafo do autor.
 
Outro leitor aficcionado por Sparks que também madrugou foi Breno Quaresma, de 13 anos. “Só essa semana eu li três livros dele. Eu não gostava muito de ler romance, em geral, os romances são parados, não acontecem nada. Mas quando li os dele fiquei apaixonado”, disse.
 
Para o adolescente, todo o esforço vale a pena para ver o seu autor preferido, mesmo que ele talvez não conseguisse conversar com seu ídolo. “Vou ficar tão nervoso que não vou conseguir falar nada”, revelou o fã.
  • Fãs lotaram auditório para ver de perto o escritor Nicholas Sparks

“Ele tem um talento incrível, não é qualquer um que vende quase 1 milhão de cópias”, disse Yanne Quaresma, 13, prima de Breno. Os dois são ratos de Bienal e vão todas as edições. “Quem gosta de ler, vai curtir o livro dele”, disse a menina.
 
A falta de organização para ordenar as filas e o tumulto foi alvo de muitas reclamações e gritos contrários de fãs.
 
“Eu consegui tirar uma foto com ele quando pedi para dar um beijo no rosto dele”, disse aos berros Mariana Rigueiro. “Pedi em inglês e ele disse claro! Ele escreve de uma forma diferente dos outros autores”. A leitora diz ser “fã de verdade” e conhece os livros do autor há, pelo menos, seis anos. Para ela, é a simpatia do autor e dos personagens que faz com que ele conquiste os inúmeros fãs.
 
Já Luma Oliveira, 25, foi uma das últimas a conseguir tirar foto com o autor. Logo depois houve o anúncio de que não poderia mais tirar fotos pois tinha muita gente na fila, o que gerou um pânico geral.
 
“Eu não sei explicar, você não consegue parar de ler, tem que ficar lendo até chegar ao final. Tentei tirar foto com ele em Miami e em Nova York e não consegui”, disse ao UOL Luma que esteve na Bienal especialmente para tentar falar com o seu autor predileto.
 
Luma tinha 14 anos quando leu pela primeira vez um livro de Sparks, “Um amor para recordar”.
 
Fotos no Twitter
O autor pediu para que os fãs postem fotos que tiraram com ele no Twitter. As centenas de fãs no auditório gritaram ininterruptamente durante toda a sessão de autógrafos.
 
“A gente teve que reformular para atender o máximo de pessoas possível. A orientação é que Sparks vai atender a todas as pessoas na fila. Um grande público já era aguardado e concorrido, mas dessa proporção ninguém esperava”, afirmou a assessoria de imprensa da Sextante.
 
Sparks teria ficado surpreso pela quantidade de fãs que arrastou à Bienal. Ainda não há balanço de quantos autógrafos o autor deu na Bienal, mas o número deve passar dos 1.500. O best-seller começou a atender os fãs às 11h e, às 16h, continuava assinando livros no auditório.
 

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