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Autor de "Diário de Uma Paixão" diz que escrever é um sofrimento

Mariane Zendron

Do UOL, em São Paulo

30/08/2013 07h50

As histórias de Nicholas Sparks conseguem fazer suspirar até quem não é muito fã de leitura. Isso porque oito de seus livros já viraram filmes em Hollywood --com sucessos de bilheteria como "Diário de Uma Paixão", "Um Amor para Recordar", "Querido John" e "Noites de Tormenta".

Todos eles falam sobre amor, mas o autor garante que escreve sobre todas as emoções. "Talvez o amor seja predominante nas minhas histórias porque é o sentimento que domina a vida da maioria das pessoas. Vida sem amor é sem sentido, na minha opinião. Não necessariamente o amor romântico, mas você tem que amar algo: família, amigos, trabalho, passatempo, bichos", disse o escritor ao UOL, em uma passagem por São Paulo.

Os 5 livros de cabeceira de Nicholas Sparks

Emperor of the Air - Ethan Canin
Portões de Fogo - Steven Pressfield
Precisamos Falar Sobre o Kevin - Lionel Shriver
Não Conte a Ninguém - Harlan Coben
À Espera de Um Milagre - Stephen King

Sparks está no Brasil para lançar seu novo romance, "Uma Longa Jornada", e é um dos principais convidados da 16ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que vai até o dia 8 de setembro, no Rio Centro, na Barra da Tijuca. No evento, o autor tem encontro marcado com o público no espaço Conexão Jovem, no dia 31 de agosto, às 12h.

Segredo do sucessos
Segundo o site oficial do escritor, Sparks já vendeu mais de 90 milhões de exemplares de seus 19 livros publicados.

Ele brinca quando é questionado sobre o segredo para escrever um best-seller. "É só escrever um livro que muitas pessoas queiram ler", diverte-se. "Isso é sério. Ninguém fez nada como Tolkien (autor de "Senhor dos Anéis) até a chegada de J.K. Rowling (autora de "Harry Potter). Você tem que criar algo novo ou escrever algo que já exista, mas de uma maneira nova", diz.

Escrever, porém, não está entre os maiores prazeres do autor. Ele diz que sofre e que pode demorar até seis meses para começar um novo livro. "Uma das coisas mais difíceis é provocar uma emoção genuína no leitor. Você tem que fazer isso de um jeito original, com contexto e na voz dos personagens". Ele conta que chega a ler 100 livros por ano e garante que essa é a única maneira de se escrever bem. 

Tudo o que o cerca pode virar uma história, ela só precisa parecer real. "A voz do personagem tem que soar verdadeira e sólida. Se é verdadeiro para o personagem, é verdadeira para o leitor". O autor, no entanto, só senta na frente do computador depois de definidos o começo, o final e algumas características dos protagonistas, como idade e estado civil. Os demais detalhes são criados ao longo do processo.

Ele não responde se está rico com seus livros, mas garante que as obras são bem mais lucrativos que os direitos vendidos para os estúdios de Hollywood. "Os filmes certamente ajudam na venda dos livros porque é uma maneira de as pessoas conhecerem seu trabalho. Os atores escalados também são muito bonitos", brinca. Os filmes inspirados em suas obras têm nomes como Ryan Gosling, Channing Tatum, Amanda Seyfried e Rachel McAdams.

Os primeiros capítulos
Sparks começou a escrever aos 19 anos de idade, mais por tédio do que por necessidade de se expressar. Ele estava no primeiro ano da faculdade e sua grande paixão era a corrida, mas uma contusão fez com que ele passasse o verão de 1985 inteiro dentro de casa. "Eu estava ficando louco e minha mãe disse: 'Faça alguma coisa. Escreva um livro'. Foi o que eu fiz". O primeiro livro de Sparks era de terror e, segundo ele, muito mal escrito. "Mas você precisa começar de algum lugar e esse foi meu começo", disse ele.

Seu primeiro livro de sucesso, "O Diário de Uma Paixão", foi escrito quase dez anos depois do livro de terror e foi inspirado na história de seus avós. O livro seguinte, "Uma Carta de Amor", foi inspirado em seus pais e "O Resgate", no drama vivido pelo filho, que tinha dificuldades para se comunicar quando era criança.

O escritor, no entanto, ainda não escreveu sobre sua própria história de amor, que começou de um jeito bastante inusitado, durante um Spring Break (férias de primavera dos estudantes americanos), na Flórida. O período se assemelha ao Carnaval brasileiro, onde o nascimento de uma grande história de amor é pouco provável. "Ficamos umas 10 horas conversando na praia. No final do dia, disse que me casaria com ela. Ela riu, e um ano depois nos casamos". Outras três histórias de Sparks vão virar filmes nos próximos anos. Nenhuma envolvendo Spring Break, mas que prometem contribuir ainda mais para o sucesso do autor. 

Outros best-sellers na Bienal
Sparks não será o único fenômeno de vendas presentes no evento literário. A escritora de livros eróticos Sylvia Day, da trilogia "Crossfire", também participa da Bienal, assim como Matthew Quick, que escreveu "O Lado Bom da Vida", que vendeu 250 mil cópias somente no Brasil. O filme inspirado em sua obra recebeu oito indicações ao Oscar e garantiu a estatueta de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence.

Também participam da Bienal James C. Hunter, de "O Monge e o Executivo, que já vendeu três milhões de cópias apenas no Brasil e Emily Giffin, cultuada autora do gênero chic lit e de romances como "Presentes da Vida" e "Ame O Que é Seu".

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