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Americana é acusada de evasão fiscal na venda de falsificações de Pollock e Rothko

Do UOL, em São Paulo

21/05/2013 17h45

Autoridades federais norte-americanas apresentaram acusação de fraude fiscal contra uma negociante de arte de Long Island, próximo de Nova York, envolvida em um escândalo de falsificação de obras de mestres modernistas como Jackson Pollock e Mark Rohtko. As informações são do jornal “The New York Times”.

A acusação está relacionada a um dos maiores escândalos de falsificação de arte nos Estados Unidos, envolvendo a Knoedler & Company, considerada a galeria mais antiga de Nova York até seu fechamento em 2011.

Segundo o “The New York Times”, Glafira Rosales, 56, foi presa em sua casa e se apresentaria na corte federal de Manhattan ainda na tarde desta terça-feira (21).

De acordo com o jornal, Rosales começou a vender os trabalhos suspeitos de serem falsos na metade dos anos 1990, através da galeria Knoedler & Company, oferecendo obras que ela alegava serem de autoria de Mark Rohtko, Jackson Pollock, Willem de Kooning e Robert Motherwell. Os trabalhos eram todos desconhecidos do mercado e, segundo Rosales, pertenciam a um colecionador que não queria ser identificado, mas o governo alega que são falsificações.

As obras foram vendidas por milhões de dólares pela galeria nova-iorquina. Depois do fechamento da Knoedler, diversos clientes que haviam comprado os trabalhos negociados por Rosales iniciaram processos contra o estabelecimento.

As autoridades americanas alegam que Rosales criou um colecionador fictício para ficar com os lucros das vendas e escondeu os ganhos em uma conta em um banco espanhol não declarada às autoridades fiscais dos EUA.

Rosales declarou inicialmente que as pinturas vinham de um cliente com ligações com a Suíça, mas depois afirmou que alguns trabalhos pertenciam a um colecionador espanhol. No entanto, as autoridades dizem que as investigações mostram que o cliente suíço não existe e que o colecionador espanhol nunca foi proprietários dos trabalhos.

Apesar de o governo afirmar que as pinturas vendidas por Rosales são falsas, ela não foi acusada de falsificação, apenas de evasão fiscal.
O agente especial Tony Weirauch, responsável pelo Serviço de Renda Interna, afirmou ao “New York Times” que “a venda de uma obra de arte para obter lucro é um evento sujeito a taxação e o vendedor é responsável por pagar seus impostos, mesmo que a obra seja falsificada”.

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