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Museu Nacional se solidariza com franceses após incêndio na Notre-Dame

Reuters/R. Moraes
O Museu Nacional, após o incêndio do dia 2 de setembro de 2018 Imagem: Reuters/R. Moraes

Do Rio

2019-04-15T21:38:46

15/04/2019 21h38

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, o mais antigo do Brasil e que perdeu grande parte da sua coleção de 20 milhões de peças após um incêndio em setembro do ano passado, lamentou nesta segunda-feira a destruição de parte da catedral de Notre Dame em Paris e se solidarizou com os franceses.

"O Museu Nacional lamenta o incêndio ocorrido na tarde desta segunda-feira na Catedral de Notre Dame", afirma um comunicado divulgado pela direção da entidade brasileira nas redes sociais.

"Nossa instituição, que viveu episódio semelhante em sua história recente, se solidariza com os franceses nesse momento", acrescenta a nota.

O Museu Nacional, com 200 anos de idade e cujas 20 milhões de peças datavam de diferentes períodos e países, foi arrasado pelas chamas no último dia 2 de setembro em uma tragédia que destruiu parte da história do país e um dos acervos mais importantes da América Latina.

A entidade abrigava um rico acervo, incluindo documentos históricos, dezenas de fósseis de dinossauros, múmias, animais dissecados e os restos ósseos de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado nas Américas.

O Museu Nacional, construído por decisão do rei João VI de Portugal e inaugurado em 6 de junho de 1818, foi o cenário escolhido pela princesa Leopoldina, mulher do imperador Pedro I, para assinar a Declaração de Independência do Brasil em 1822 e também acolheu a primeira Assembleia Constituinte após o fim do império.

O incêndio em Notre-Dame, cujas causas estão sendo investigadas pelo Ministério Público francês, foi deflagrado pouco antes das 19h (horário local, 14h de Brasília), depois do fechamento do monumento ao público.

As chamas destroçaram boa parte do teto e derrubaram a flecha do templo, o monumento mais visitado na França e uma das obras-primas da arte gótica com seus mais de 800 anos de história.

A catedral também está estritamente relacionada à história da França. Foi o local escolhido por Napoleão para sua coroação em dezembro de 1804 como imperador e o cenário das celebrações da libertação de Paris dos nazistas, com uma cerimônia religiosa em 26 de agosto de 1944, entre outros grandes eventos.

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