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8 vezes em que o fogo (e o descaso) destruiu a arte no mundo

15.abr.2019 - Fumaça sobe enquanto chamas atingem a famosa Catedral de Notre-Dame, no centro de Paris - Francois Guillot/AFP
15.abr.2019 - Fumaça sobe enquanto chamas atingem a famosa Catedral de Notre-Dame, no centro de Paris Imagem: Francois Guillot/AFP

De Roma (Itália)

15/04/2019 21h31

Incêndios dolosos ou acidentais destruíram inúmeros edifícios culturais no mundo ao longo das últimas décadas, provocando mortes e deixando cicatrizes na arte.

Confira abaixo alguns episódios precedentes às chamas que destruíram parcialmente a Catedral de Notre-Dame, em Paris.

Museu Nacional (Rio)

Em 2 de setembro de 2018, um incêndio destruiu 90% do acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, uma das principais instituições culturais do Brasil. Segundo perícia da Polícia Federal, as chamas foram provocadas por uma sobrecarga em um aparelho de ar condicionado no primeiro andar.

Museu da Língua Portuguesa (São Paulo)

Quase três anos antes, a vítima havia sido o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, um espaço interativo sobre o idioma oficial do Brasil. Atualmente em obras, o museu deve ser reaberto no fim de 2019.

Diego Padgurschi/Folhapress
Imagem: Diego Padgurschi/Folhapress

Teatro La Fenice (Veneza)

Em 29 de janeiro de 1996, um incêndio doloso atingiu o mais célebre teatro de Veneza, que só foi reinaugurado quase oito anos depois, em 14 de dezembro de 2003. As chamas foram causadas intencionalmente por dois eletricistas que temiam ser multados por causa de um atraso durante uma reforma.

AP Photo/STR
Imagem: AP Photo/STR


Capela do Santo Sudário (Turim)

Na madrugada de 11 para 12 de abril de 1997, chamas devastaram a capela barroca projetada no século 17 por Guarino Guarini e parte da ala noroeste do Palácio Real de Turim, que abrigava dezenas de quadros preciosos. O fogo só foi controlado ao amanhecer, mas o Santo Sudário, tecido que, segundo o catolicismo, teria coberto o corpo de Cristo, não foi afetado, porque quatro anos antes havia sido transferido durante obras de restauração na capela.

Claudio Papi/Reuters
Imagem: Claudio Papi/Reuters

Palácio do Vignola (Todi)

Reprodução
Imagem: Reprodução

No último dia de uma grande mostra de artigos de antiquário, em 25 de abril de 1982, um incêndio de causas até hoje misteriosas se propagou rapidamente pelo palácio, graças a materiais inflamáveis utilizados na montagem da exposição.

O edifício não contava com saídas de segurança adequadas e estava lotado de visitantes. O saldo foi de 35 mortos e 40 feridos. Suspeita-se que as chamas tenham sido iniciadas por um curto-circuito, por uma bituca de cigarro ou por um vazamento de gás.

Museu de História Natural (Nova Délhi)

Em abril de 2016, todo o acervo do Museu de História Natural da Índia, em Nova Délhi, foi destruído por um incêndio que começou no sexto andar do prédio.

A instituição abrigava fósseis de dinossauros que datavam de mais de 160 milhões de anos, além de filmes sobre temas ligados à natureza e animais embalsamados. A causa do desastre teria sido o mau funcionamento do sistema anti-incêndio do prédio.

Os bombeiros demoraram cerca de três horas para evacuar o local, e seis pessoas foram hospitalizadas por terem inalado fumaça.

Agência Efe
Imagem: Agência Efe

Cidade da Ciência (Nápoles)

Em março de 2012, o complexo conhecido como "Cidade da Ciência", em Nápoles, no sul da Itália, foi consumido por um incêndio. No local, havia um museu interativo de ciências, salas de conferência e uma incubadora de negócios.

A instituição é uma das principais atrações turísticas da cidade, com 350 mil visitantes por ano e 12 mil metros quadrados de área expositiva.

Controluce/AFP
Imagem: Controluce/AFP

Museu de Arte Moderna (Nova York)

Em abril de 1958, um incêndio destruiu um quadro da série "Lírios d'Água", de Claude Monet, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa). As chamas começaram após operários terem fumado perto de uma lata de tinta, de serragem e de capas para a proteção de quadros, durante obras de restauração. Um dos funcionários morreu.

Charles Rotkin/Corbis
Imagem: Charles Rotkin/Corbis

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