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Cinema 2018 foi marcado por super-heróis, diversidade e tropeço de "Star Wars"

O personagem Homem de Ferro em "Vingadores: Guerra Infinita" - Divulgação
O personagem Homem de Ferro em "Vingadores: Guerra Infinita" Imagem: Divulgação

Antonio Martín Guirado

De Los Angeles (EUA)

13/12/2018 17h09

Os filmes de super-heróis e a aposta na diversidade nas telonas marcaram o cinema em 2018, ano no qual a estrela da franquia "Star Wars" começou a perder o brilho com um resultado abaixo do esperado.

"Vingadores: Guerra Infinita" foi o filme de maior arrecadação, com US$ 2,046 bilhões no mundo todo. O longa-metragem, que reúne a maior parte dos super-heróis dos quadrinhos da Marvel, teve a melhor estreia da história dos Estados Unidos com US$ 257 milhões em bilheteria, superando os US$ 247 milhões de "Star Wars: O Despertar da Força", de 2015.

O segundo filme mais bem-sucedido do ano foi outra aposta da Marvel, "Pantera Negra", que faturou US$ 1,346 bilhão. Mais da metade dessa quantia foi do público nos EUA, mais de US$ 700 milhões.

Dirigido e corroteirizado por Ryan Coogler, o longa conta com um elenco quase totalmente formado por negros, com Chadwick Boseman, Michael B. Jordan, Lupita Nyong'o, Danai Gurira, Letitia Wright, Daniel Kaluuya, Forest Whitaker, Angela Basset, Sterling K. Brown e apenas dois atores brancos: Martin Freeman e Andy Serkis.

Por trás das câmeras, o sucesso veio com a mesma fórmula, com destaques para a figurinista Ruth E. Carter e a designer de produção Hannah Beachler. Também marcou presença Rachel Morrison, a primeira mulher indicada ao Oscar na categoria de melhor fotografia, por "Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi".

Além disso, o rapper Kendrick Lamar coproduziu a trilha sonora, da qual participa com cinco canções, trabalho que o ajudou a ser o artista mais indicado para a próxima edição do Grammy, em oito categorias.

Os outros dois filmes que superaram a marca de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial foram "Jurassic World: Reino Ameaçado" e "Os Incríveis 2".

Alden Ehrenreich e Joonas Suotamo em "Han Solo: Uma História Star Wars" (2018) - Divulgação - Divulgação
Alden Ehrenreich e Joonas Suotamo em "Han Solo: Uma História Star Wars" (2018)
Imagem: Divulgação

O outro lado da moeda teve a multimilionária saga de "Star Wars", que tropeçou com a estreia de "Han Solo: Uma História Star Wars", com US$ 392 milhões a partir de um orçamento estimado de US$ 300 milhões, sem contar o dinheiro destinado à potente campanha de divulgação.

O segundo spin-off da franquia (o primeiro foi "Rogue One", em 2015) contou sobre a juventude de Han Solo (Alden Ehrenreich, que tentou imitar os gestos e a atitude de Harrison Ford, mas sem o mesmo carisma).

O projeto foi cercado de polêmica desde o começo, já que os diretores originais, Phil Lord e Christopher Miller, foram demitidos no meio das gravações por Kathleen Kennedy, presidente da Lucasfilm, e substituídos pelo veterano Ron Howard.

Lord e Miller trabalharam no filme durante quatro meses e meio, mas Kennedy decidiu prescindir deles por muitas "diferenças criativas".

O desastroso resultado econômico do filme obrigou a empresa a repensar a estratégia cinematográfica, motivo pelo qual decidiu eliminar outros projetos de spin-off (focados nos personagens de Boba Fett e Obi-Wan Kenobi) para se concentrar em duas séries de televisão que serão lançadas futuramente.

No cinema latino, o destaque do ano é o cineasta Alfonso Cuarón, cujo último filme, "Roma", levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza. O longa já recebeu três indicações ao Globo de Ouro e é um dos favoritos ao Oscar de melhor filme estrangeiro, segundo os especialistas.