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Alice Munro recebe elogios de compatriotas após Nobel de Literatura

De Ottawa (Canadá)

10/10/2013 20h37Atualizada em 10/10/2013 21h27

A escritora canadense Alice Munro, "surpresa e muito agradecida" após ganhar o Nobel de Literatura, recebeu múltiplos elogios nesta quinta-feira (10), em especial por ter sido reconhecida por seus contos, gênero que raramente recebe o prêmio literário mais destacado do mundo.

A Academia Sueca descreveu Munro, de 82 anos, como uma "mestre dos contos contemporâneos".

"Me alegra, particularmente, ter ganho este prêmio que deixa muitos canadenses contentes. Estou feliz também por atrair mais atenção sobre a literatura do Canadá", assinalou a autora.

Munro ganhou o Nobel de Literatura por contos como "Felicidade Demais", "Fugitiva" e "O Amor de uma Boa Mulher", marcados por silêncios e pela presença de um narrador que explica o sentido dos acontecimentos, o que lhe valeu o título de "Tchekhov do Canadá", em referência ao escritor russo Anton Tchekhov.

"Estou incrivelmente surpresa", declarou Munro, ao receber a notícia do prêmio. "Eu sabia que estava na disputa, sim, mas nunca pensei que venceria".

"Hurra!", celebra Margaret Atwood
"Hurra!", celebrou outra grande dama da literatura canadense, Margaret Atwood, cujo nome foi mencionado como uma candidata ao Nobel.

Em uma longa crônica para o jornal inglês "The Guardian", Atwood destacou que apesar dos trabalhos de Munro serem publicados na revista "New Yorker" desde os anos 1970, "seu recente reconhecimento entre os grandes da literatura mundial exigiu mais tempo devido a seu estilo de escrita": os contos.

"Apesar de escritores americanos, britânicos e canadenses de primeira ordem praticarem esse gênero, há uma tendência geral e injusta de ligar extensão à importância", explicou Atwood.

"As emoções brotam, as ideias pré-concebidas desmoronam. As surpresas proliferam (...), os atos ruins podem ter consequências positivas. A salvação chega quando menos se espera...", destacou Atwood.

O primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, afirmou que "Munro é uma gigante da literatura canadense".

"Toda a obra excepcional de Munro e este sucesso monumental incitará os escritores canadenses, de todos os níveis, a trabalharem para alcançar a excelência no campo literário e seguir sua paixão pela literatura", declarou.

A atriz e cineasta Sarah Polley, diretora do filme baseado na história de Munro "Longe dela" ("Away from Her"), com Julie Christie, disse que "é muito agradável quando as pessoas que não buscam reconhecimento recebem-no de qualquer modo".

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