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Chico Barney

Galvão Bueno merece ganhar espaço no entretenimento da Globo

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Entusiasta e divulgador da cultura muito popular. Escreve sobre os intrigantes fenômenos da TV e da internet desde 2002.

03/12/2017 04h00

Galvão é o grande crooner do desporto nacional. A forma como conduz nossas emoções ao longo das mais enfadonhas partidas é brilhante. Desconheço comunicadores com mais controle do público do que ele.

É como um MC dos melhores bailes, ou um astro do rock daqueles que enchem estádios. Mas Galvão, por sua vez, os esvazia. Quem vai querer frequentar os templos do futebol se é possível aproveitar muitos outros níveis de alegria com locução tão envolvente?

Só nessa última semana o destino nos brindou com dois grandes momentos de Galvão na tela da Globo. A final acachapante da Libertadores, onde o Grêmio sagrou-se campeão, foi uma plataforma para que nosso herói apresentasse seu diversificado arsenal de pensatas. E dois dias depois ainda tivemos o sorteio da Copa da Rússia, que certamente foi um capítulo à parte.

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Depois de narrar com graça e elegância a aleatoriedade do evento, sempre interrompendo seus comentaristas para que pudesse prestar atenção no que Cafu ou Maradona tinham para informar após sacolejar as bolinhas, Galvão introduziu uma espécie de bolão com Casagrande, Júnior e Caio Ribeiro.

Caio, o social media mais bem pago do Brasil, estava no comando das picapes. O moderno telão da Globo é ótimo como showcase para exibir toda a modernidade e futurismo da emissora, mas não chega a ser muito prático para esse tipo de bobagem ao vivo. Melhor para o público telespectador, que teve a oportunidade de presenciar uma tensão deliciosamente constrangedora entre o idílico narrador e o eterno parceiro pós-millennial do Tiago Leifert.

Com seu adorável jeito turrão, Galvão Bueno é garantia de bons momentos. Toda Copa eu fico assombrado pela possibilidade de ser a última do grande Carlos Eduardo. Tenho, contudo, cada vez mais confiança de que, mesmo do alto de seus 67 anos, ainda existe uma longa jornada prevista para sua formidável obra.

Mas sinto que o esporte já seja um universo temático pequeno demais para o talento e o carisma de Galvão. Por que a Globo não aproveita o lapidado diamante que tem em mãos para projetos de entretenimento? Nem que fosse de maneira pontual.

Fico sonhando acordado com possibilidades como um "Big Brother" apenas com ex-esportistas, sob comando de Galvão. Ou até algo mais prosaico, como um talk show diário durante as férias do Pedro Bial. Imagine se a vida tivesse tomado outros rumos e Galvão apresentasse programas como o "Brasil Urgente" do Datena, ou "Os Donos da Bola" do Neto.

Galvão Bueno é uma panela de pressão de ideias. Pensa rápido, engaja todos ao seu redor e fascina a audiência, mesmo que nem sempre faça qualquer sentido. Precisamos de tão luminosa presença mais vezes por semana em nossos televisores.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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